"Acreditamos que vamos encontrar formas de realizar eleições nestas zonas", afirmou o diretor-geral do STAE, Felisberto Naife, citado hoje pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Felisberto Naife reconheceu que será um desafio realizar eleições gerais nas zonas afetadas pela violência armada na província de Cabo Delgado.

"Reconhecemos ser um desafio, mas que está acautelado, pois vamos fazer de tudo para que o recenseamento seja realizado nestas zonas", declarou Naife, sem entrar em pormenores sobre as medidas que serão tomadas.

O diretor-geral do STAE assinalou que estão a ser criadas as condições para que a província de Cabo Delgado acolha sem sobressaltos o recenseamento eleitoral, agendado para decorrer de 01 de abril a 15 de maio.

Felisberto Naife adiantou que os postos de recenseamento serão os mesmos que funcionaram nas eleições gerais de 2014, mas admitiu a possibilidade de deslocamento de alguns postos, devido às cheias que assolam o centro e norte de Moçambique.

Desde outubro de 2017, distritos da província de Cabo Delgado têm sido alvo de ataques armados por parte de grupos desconhecidos, tendo resultado na morte de 150 pessoas e deslocamento de populações para zonas mais seguras.

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