“Há que prestar muita atenção e é preciso ter muito cuidado. Muita vigilância”, declarou Dinis Vilanculos, durante um encontro com líderes comunitários de Niassa, província vizinha de Cabo Delgado.

Segundo dados oficiais, a província de Niassa conta com, pelo menos, 166 pessoas que fogem da violência armada em Cabo Delgado, num grupo composto maioritariamente por mulheres e crianças.

“Onde estão os maridos destas senhoras? É preciso termos muito cuidado porque os insurgentes podem ter mandado as suas mulheres e crianças para virem se esconder aqui [Niassa] para que eles continuem na floresta em Cabo Delgado]”, afirmou Dinis Vilanculos.

Cabo Delgado é desde outubro de 2017 palco de ações de grupos armados, que, de acordo com as Nações Unidas, forçaram à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela violência, mais a norte da província.

A capital provincial, Pemba, tem sido o principal refúgio para as pessoas que procuram abrigo e segurança em Cabo Delgado, mas há quem prefira fugir para outros lugares, incluindo Niassa e Nampula, províncias vizinhas.

O conflito armado naquela província já matou, pelo menos, 1.000 pessoas, e algumas das ações dos grupos armados têm sido reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).

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