Num comunicado que divulgou no final da sua sessão semanal, a Comissão Política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) apelou à vigilância das populações da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, face à ação de grupos armados na região.

Aquele órgão do partido no poder também insta as populações das províncias de Sofala e Manica, centro, a manterem-se atentas às ações armadas da Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

"A Comissão Política exorta a população no sentido de permanecer vigilante e colaborar com as autoridades, na denúncia da ação dos terroristas e dos homens armados, na operação norte e centro do país, respetivamente", referiu.

Na nota, aquele órgão da Frelimo felicita as Forças de Defesa e Segurança pela entrega e dedicação na proteção de pessoas, bens e instituições públicas e privadas e encoraja-as a continuar com a sua prontidão na defesa da integridade territorial e dos cidadãos.

A província de Cabo Delgado é desde outubro de 2017 palco de ações de grupos armados, que, de acordo com as Nações Unidas, forçaram à fuga de 250.000 pessoas e colocaram 712.000 a precisar de ajuda humanitária.

O conflito já matou, pelo menos, 1.000 pessoas, e algumas das ações dos grupos armados têm sido reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

As províncias de Sofala e Manica são desde agosto de 2019 palco de ações armadas da Junta Militar da Renamo, uma dissidência do braço armado do principal partido da oposição, que já provocaram a morte de mais de duas dezenas de pessoas e a destruição de bens.

A junta contesta a liderança do presidente da Renamo, Ossufo Momade, e o acordo de paz que assinou com o Governo.

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