“As redes dos distritos de Macomia, Meluco, Quissanga, Ibo e Muidumbe estão sem energia elétrica”, disse fonte oficial da EDM, contactada pela Lusa, em Maputo.

A empresa diz não ter ainda o valor dos prejuízos, uma vez que não se fez o levantamento dos danos no terreno.

Quanto à reposição da energia, a EDM diz que só será possível assim que “as condições de segurança o permitirem”.

Desde março, os grupos terroristas já ocuparam durante vários dias sedes de distrito como Mocímboa da Praia, Muidumbe, Quissanga e Macomia, esta última entre quinta-feira e o último sábado.

Na sequência de confrontos, têm se registado falhas sistemáticas nas comunicações e no fornecimento de energia.

Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017, por insurgentes classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

Desde há um ano, o grupo ‘jihadista' Estado Islâmico passou a reivindicar algumas das incursões.

Em dois anos e meio de conflito, estima-se que já tenham morrido, no mínimo, 600 pessoas e que cerca de 200 mil já tenham sido afetadas, sendo obrigadas a refugiar-se em lugares mais seguros, perdendo casa, hortas e outros bens.

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