O ataque surge na sequência de outros que já fizeram 10 mortos desde agosto em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, por onde deambulam guerrilheiros dissidentes da Renamo, liderados por Mariano Nhongo.

O grupo tem ameaçado recorrer à violência armada para negociar melhores condições de reintegração social do que aquelas acordadas pelo seu partido com o Governo, mas, por outro lado, também se tem recusado a assumir a autoria dos ataques.

O autocarro que foi hoje foi alvejado tinha saído de Maputo e tem como destino Quelimane.

Veículos e passageiros pernoitaram na povoação de Muxungué, de onde o transporte saiu às 06:30 e foi alvejado ao longo do perfil lateral, do lado do motorista, na EN1, junto a Muda Serração, distrito de Gôndola, na província de Manica, perto da linha que a separa de Sofala.

A zona tem sido palco de outras incursões naquele troço que liga o Norte ao Inchope, importante entroncamento com a EN6 (entre Beira e Zimbábue).

Segundo os testemunhos ouvidos pela Lusa, ninguém conseguiu determinar a origem dos disparos.

Os quatro feridos são todos adultos, entre os quais, uma mulher.

Três sofreram ferimentos ligeiros e um foi ferido com gravidade, com uma bala alojada num braço, obrigando-o a transferências entre o centro de saúde de Inchope e o Hospital de Gondola.

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