O anúncio da sua candidatura esteve na origem de protestos que alastraram nas últimas três semanas a todo o país.

Bouteflika quase não é visto em público e as últimas imagens suas mostram-no sempre enfraquecido numa cadeira de rodas, o seu último pronunciamento público seria de há pelo menos seis anos.

A debilidade do seu estado de saúde era denunciada pelos milhares de argelinos nas ruas.

Só neste domingo Bouteflika regressou de Genebra, onde esteve hospitalizado nos últimos dias na sequência do acidente vascular cerebral que sofreu e o que deixaria quase sem poder falar.

O exército que sempre o apoiou acabou também por demonstrar nas últimas horas alguma abertura em relação às manifestações, oficialmente proibidas desde 2011.

Também os magistrados que deveriam supervisionar o processo eleitoral, segundo a agência Reuters, teriam anunciado em carta a sua intenção em se abster de participar no acto alegando que este iria contra a “vontade do povo que é a única fonte de poder”

A presidência argelina anunciou ainda o adiamento do escrutínio previsto para 18 de Abril.

Uma remodelação ministerial deverá ocorrer brevemente.

David Severino, português residente em Oran, há 10 anos a viver na Argélia, afirmou a Lígia Anjos que este recuo de Bouteflika é um grande avanço para o país.


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