“O problema é que a maior parte das contribuições foi para outros sectores e não para habitação especificamente (…) temos cerca de 100 milhões ou menos ainda”, diz Pereira.

A recuperação é estimada em 700 milhões de dólares.

Quebra de confiança

Para o professor universitário e analista, Adriano Nuvunga, a fraca contribuição dos parceiros está relacionada com a quebra de confiança no Governo, em resultado do escândalo das “dívidas ocultas,” que forçou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a cancelar o apoio ao país.

“Penso que já foi um sucesso, na verdade, terem colocado aquele valor dado o nível de precariedade das relações entre o Governo de Moçambique e os parceiros na sequência de uma desconfiança profunda que existe”, diz Nuvunga.

Por outro lado, Nuvunga diz que a falta de transparência no processo de construção pós-Idai leva a estes desembolsos aquém das expectativas.

Casas resilientes

“O Presidente (Filipe Nyusi) prometeu transparência, promoção de uma entidade independente para fazer isso, e não está a acontecer nada disso, penso que os doadores vão na onda de fazer serviços mínimos, num quadro de esperar para ver”, diz.

No entanto, apesar de não ser área habitual de apoio do Banco Mundial, o Director para Moçambique, Mark Lundell, anuncia que a sua instituição vai contribuir para a reconstrução das casas destruídas pelos ciclones.

Nessa resposta, diz Lundell, o Banco Mundial incluirá o financiamento para a recuperação parcial ou completa de casas mais resilientes.

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