Através do seu porta-voz, Stephane Dujarric, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou que o acordo para a cessação das hostilidades, assinado esta quinta-feira pelo Presidente moçambicano e pelo líder da Renamo (maior partido da oposição), é "um passo adiante para a assinatura do acordo de paz definitivo na próxima semana".

Fonte da Renamo tinha adiantado esta quinta-feira à Lusa que o acordo de paz final será assinado ainda este mês, mas sem precisar a data.

A nota do secretário-geral, citada pela ONU News, refere ainda que a ONU está com Moçambique "na implementação do acordo e no avanço da paz, reconciliação e desenvolvimento em Moçambique".

A coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard, esteve na assinatura do acordo, na Gorongosa, no centro de Moçambique.

Também numa nota, Myrta Kaulard elogiou “ambas as partes por honrarem os seus compromissos e por abrirem caminho para uma paz duradoura e sustentável”.

O entendimento entre o Presidente, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, aconteceu na mesma semana em que se iniciou o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração dos membros daquele partido da oposição.

O governo moçambicano e a Renamo já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs fim a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes.

O acordo de paz final está previsto ser assinado ainda este mês pelas duas parte, na sequência do agora acordado cessar das hostilidades.

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