Alguns analistas dizem que a democracia em Moçambique está ameaçada com a existência de um partido com uma maioria parlamentar superior a dois terços e acusam a Frelimo de pretender levar o país de volta ao monopartidarismo.

Alberto Ferreira, filósofo e director da Faculdade de Filosofia da Universidade pública Eduardo Mondlane, diz que “nós estamos a viver uma situação, não só de ditadura, mas uma situação de totalitarismo”.

Ele realçou que o “totalitarismo significa dominar e controlar, totalmente, o Estado, e isso quer dizer que estamos a retroceder, estamos a regressar ao monopartidarismo, quando há o domínio e a hegemonia de um só partido”.

De acordo com aquele académico, a situação vai agravar-se ainda mais, porque se trata de um país onde a comunicação social, incluindo a privada, não é totalmente independente, “um país onde quando alguém quiser entrar num debate político é considerado inimigo”.

Para o político Raúl Domingos, o debate no país, sobretudo na Assembleia da República, também está ameaçado, “porque já no passado tivemos a ditadura de voto, em que muitas leis foram aprovadas sem se respeitar o debate e a opinião contrária”.

Entretanto, a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, disse que o debate no Parlamento será muito intenso, mesmo que diminua o número de deputados da oposição.

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