Eduardo Tivane, do CCM, diz que está iniciativa está ainda na fase inicial, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, afirma desconhecer a proposta

“Foi um trabalho de iniciativa local, por percebermos que os acontecimentos estão a ternários evidência em Sofala, e como uma instituição religiosa estamos interessados em ajudar a aproximação das duas partes”, explica Tivane, que avançar estar a contatar a autoproclamada Junta Militar da Renamo, cujo líder encontra-se em parte incerta na Serra da Gorongosa.

A autoproclamada Junta Militar, liderada por Mariano Nhongo, não reconhece a liderança da Renamo e não se revê no presidente Ossufo Momade, mas Eduardo Tivane acredita que haverá espaço para o diálogo.

“Houve intervenção do presidente da Junta Militar que dava indicação e chamava atenção aos líderes religiosos e nós pegamos nisto para ver se podíamos iniciar esta conversa como líderes religiosos para não ficarmos à espera que haja uma intervenção de âmbito nacional”, explica.

Por seu lado, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, revelou desconhecer a iniciativa.

“Como porta-voz, não tenho informação sobre está iniciativa, apenas ouvi na Rádio Moçambique é preciso ter uma informação da liderança do partido para saber se de fato existe está iniciativa ou não”, afirma José Manteigas em declarações à VOA.

Entretanto, o analista Calton Cadeado acredita que esta pode ser uma saída para por fim dos ataques que ocorrem na região centro.

“É uma boa iniciativa de exercício de cidadania”, começa por dizer Calton Cadeado para depois acrescentar que “há aqui também um reconhecimento por parte das organizações da sociedade civil de que este problema que está a colocar o país na situação de guerra, ao nivelando zona centro, é um problema que requer soluções internas também destro da Renamo, não podem ser soluções que vem de fora, ou seja do Estado”.

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