Em comunicado, a Administração Regional de Águas do Zambeze (Ara-Zambeze) disse igualmente que da inspeção das condições físicas do leito do rio “não foram detetadas alterações ambientais do ecossistema aquático devido ao enxofre”.

“A Ara-Zambeze está a realizar o monitoramento sistemático da evolução da qualidade da água ao longo do rio Mavuzi por forma a rastrear eventuais impactos posteriores” lê-se no comunicado.

Em declarações hoje à Lusa, Hermenigildo Galimoto, chefe do Departamento de Gestão Ambiental, na direção provincial de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Tete, disse que as autoridades provinciais estão a ponderar o levantamento da proibição do aproveitamento dos recursos do rio.

Na quarta-feira, as autoridades moçambicanas de Saúde e Terra e Ambiente, em Chiúta, anunciaram a proibição do consumo de peixe e hortícolas, produzidas nas margens do rio Mavuzi, após suspeitas de contaminação do curso das águas por enxofre.

A proibição foi declarada três dias depois do derramamento de enxofre no rio Mavuzi, no distrito de Chiúta, na província de Tete, centro do país, por um camião que teve um acidente no local.

Manuel Cebola, Secretário permanente distrital de Chiúta, disse que após o acidente foram avistados peixes a flutuar no rio, além de hortícolas a definharem nas margens.

Um camião que transportava enxofre do porto da Beira, no Oceano Indico, para a Republica Democrática do Congo (RDC), despistou e capotou na ponte sobre o rio Mavuzi, e derramou grandes quantidades de enxofre no curso do rio.

As autoridades receavam o alastramento do enxofre do rio Mazuvi, um afluente do rio Zambeze, que fornece uma espécie rara de peixe, a kapenta, largamente consumido nos países da região austral.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.