África dançou, Lisboa também e muitos cantos da Europa fizeram questão de acompanhar estes ritmos quentes e contagiantes, da II edição do AfricAdançar.

A primeira noite do II Congresso Internacional de Danças Africanas que decorre este fim-de-semana no cinema S. Jorge, em Lisboa, brindou a assistência com muitas surpresas. No público estava o Secretário-geral da CPLP, Domingos Simões Pereira, que também não resistiu à energia.

O Secretário ficou bastante agradado com o que viu e quer que os encontros da CPLP tenham esta envolvência, porque eventos desta natureza "são necessários não só em Portugal como em todo o espaço lusófono, reforçou".

No Palco estiveram cantores da velha guarda como Tito Paris e da nova geração como Eddu e Neuza. Nas danças: as batucadeiras Finka Pé, da Cova da Moura, representando Cabo Verde, os Kilandukilo, mostrando o ballet tradicional angolano, os Xipane Pane também fizeram a sala vibrar passando o que se faz de melhor em Moçambique a toda a plateia.

Não faltou a kizomba e as misturas possíveis com este estilo, representadas pelas diversas escolas de Portugal e não só.

Hoje, o AfricAdançar promete muito mais: um concurso internacional de kizomba, com pares concorrentes dos mais diversos sítios e nacionalidades.

O evento apresentado por Vânia, uma das caras e vozes mais bonitas de Moçambique fechou a noite de dia 21 com Gilyto e Rakel "Em Silêncio", o novo single do cantor cabo-verdiano, que define este congresso como sendo o "mundo, onde não há África, não há Europa, Ásia ou América, onde nada nos separa".

Gilyto, que está envolvido em projectos de solidariedade, é padrinho do ICASE, uma instituição de apoio escolar a crianças em Cabo Verde, e fez a música "Em Silêncio" para ajudar essas crianças, "que querem estudar e não têm possibilidades".

Gilyto apelou a todos que contribuam para que o mundo seja melhor.

Mayra Fernandes@