O novo Presidente “Fatshi”, nome pelo qual é conhecido pelos próximos, ocupa o lugar do chefe de Estado cessante, Joseph Kabila, 47 anos, que liderou durante 18 anos o maior país da África subsaariana.

Os dois homens entram na história como os actores da primeira transição sem violência nem derramamento de sangue na história congolesa.

Presidentes ausentes da tomada de posse

Vários chefes de Estado foram convidados para a cerimónia de tomada de posse de Tshisekedi, porém o Presidente do Quénia, Kenya Uhuru Kenyatta, foi o único a marcar presença. O resto dos países fez-se representar por vice-presidentes ou chefes da diplomacia.

Angola enviou o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e Moçambique, que foi o primeiro país a saudar Tshisekedi, mesmo antes do Tribunal Constitucional ter proclamado os resultados oficiais, não enviou ninguém.

Partilha de Poder

O partido de Joseph Kabila continua em maioria na Assembleia Nacional, com 337 dos 500 assentos parlamentares, a Assembleia cujos trabalhos devem arrancar na próxima segunda-feira.

É desta maioria que Tshisekedi deve escolher o novo primeiro-ministro. Os nomes de Néhémie Mwilanya Wilondjae  Albert Yuma circularam, esta semana, na imprensa congolesa.

Ontem, numa mensagem de despedida, o Presidente cessante Kabila encorajou os “líderes políticos” a privilegiar uma “coligação de coabitação”.

De acordo com um documento a que a AFP teve acesso, os pró-Tshisekedi e os pró-Kabila assinaram um acordo político de partilha de poder. O documento prevê que os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Defesa e Interior, devem sair da família do Presidente eleito.

Fayulu denuncia “golpe de Estado”

O opositor Martin Fayulu denunciou um “golpe eleitoral” orquestrado por Kabila com a cumplicidade de Félix Tshisekedi. Martin Fayulu reivindica vitória com 60% dos votos e autoproclama-se presidente legitimamente eleito.

A aliada, Eve Bazaiba do Movimento de Libertação do Congo -MLC- já recusou um governo de união nacional com os dois dirigentes.

O novo executivo assume a direcção de um país rico em minerais, mas onde dois terços dos 80 milhões de habitantes sobrevivem com menos de dois dólares por dia.

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