"A Ordem dos Advogados manifesta a sua preocupação pela falta de informação adequada, relativamente aos aspetos essenciais relacionados com estes ataques, incluindo as cidades, vilas, vias e infraestruturas afetadas, bem como o número de vítimas e prejuízos causados. Esta situação dificulta a monitorização da situação dos direitos humanos naquelas áreas", disse o bastonário da OAM, Duarte Casimiro.

Aquele responsável falava durante uma conferência de imprensa convocada para avaliação do estado de emergência decretado desde 1 de abril em Moçambique face à pandemia da COVID-19.

A Ordem exortou o Governoa prestar informações à sociedade sobre a situação em Cabo Delgado, condição para que se evite a propagação de notícias falsas sobre as incursões de grupos armados naquela província do norte de Moçambique.

"As informações prestadas pelo Governo nas poucas vezes que aparece não são suficientes. O que nós estamos a fazer agora é 'pressionar' o Governo a prestar informação mais cabal", frisou Duarte Casimiro.

Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017, por insurgentes classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

Desde há um ano, o grupo 'jihadista' Estado Islâmico passou a reivindicar algumas das incursões.

Em dois anos e meio de conflito, estima-se que já tenham morrido, no mínimo, 600 pessoas e que cerca de 200 mil já tenham sido afetadas, sendo obrigadas a refugiar-se em lugares mais seguros, perdendo casa, hortas e outros bens.

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