Najib Razak está a ser julgado num total de 42 acusações de corrupção, abuso de poder e branqueamento de capitais, relacionadas com o fundo 1 Malaysia Development Bank (1MDB).

O juiz concordou adiar o segundo julgamento, na sequência de um pedido dos advogados para se aguardar o fim do primeiro processo, previsto ainda esta semana.

O procurador malaio Gopal Sri Ram indicou que a última testemunha vai depor no primeiro julgamento de Najib Razak esta semana.

O primeiro julgamento, que começou em abril, refere-se a sete acusações relacionadas com a transferência de 42 milhões de ringgits (cerca de nove milhões de euros) para as contas de Najib Razak da SRC International, antiga subsidiária do 1MDB.

O segundo julgamento vai concentrar-se no alegado abuso de poder e na lavagem de 2,3 mil milhões de ringgits (cerca de 500 milhões de euros).

Najib Razak criou o fundo estatal 1MDB quando assumiu o poder em 2009, para promover o desenvolvimento económico do país, mas o fundo acumulou vários milhões em dívidas e está a ser investigado nos Estados Unidos e em vários outros países por alegado desvio de verbas e branqueamento de capitais.

O escândalo levou à derrota da coligação governamental de Razak nas eleições de 09 de maio de 2018, na primeira mudança de poder desde que a Malásia conquistou a independência do Reino Unido em 1957.

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