O FMO foi uma das entidades que fez campanha contra o facto de o Estado negociar o pagamento das “dívidas ocultas”, contraídas ilegalmente pelo Governo de Armando Guebuza, entre 2013 e 2014.

A direcção “deparou-se vezes sem conta com intimidação, difamação e contra-narrativas, colocando em risco membros defensores dos direitos humanos”, disse Denise Namburete, num discurso a que a Lusa teve hoje acesso.

A dirigente refere que se não acreditasse “na legitimidade do direito à cidadania, provavelmente tinha retrocedido”.

Em final de mandato, Denise Namburete passou o testemunho, na terça-feira, a Adriano Nuvunga, director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) após um mandato tenso.

Houve “diferentes formas de coação, intimidação e cerceamento das liberdades de expressão e de pensamento potencialmente crítico às narrativas estabelecidas pelo Governo”, concluiu.

O FMO existe há oito anos como entidade focada na monitorização da gestão de finanças públicas, concretamente no ciclo orçamental do país, em defesa de princípios de boa governação, transparência e responsabilização na gestão do erário público.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.