Moçambique é um dos países da África Autral que apresenta o maior índice de prevalência do HIV/SIDA, com uma percentagem de 12,5 da população, segundo os dados divulgados no último relatório da ONUSIDA, a 21 de Novembro de 2011. Apesar do elevado número de infectados, é dos países onde as pessoas têm mais acesso ao tratamento anti-retroviral.

Apesar do cenário assustador, ‘os números de infectados tende a estabilizar’, garante o porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavane.

Esta é uma das conclusões tiradas do estudo, que indica que, ‘a incidência global de infecção por HIV estabilizou e começou a declinar em muitos países com epidemias generalizadas’.

O número de pessoas que recebem o tratamento anti-retroviral continua a aumentar e 6,65 milhões de pessoas estavam a receber tratamento até o final de 2010.

Em Moçambique vive-se a mesma situação, ou seja, assiste-se, nos últimos tempos, a um ‘aumento significativo no acesso ao tratamento anti-retroviral, nas cidades e principalmente nas zonas rurais’.

Segundo Leonardo Chavane, ‘o maior índice de prevalência do HIV/SIDA continua a ser nas regiões do sul do país, ou seja, Inhambane, Gaza, Maputo Província e Maputo cidade’.

“Apostar na prevenção, cortar com o ciclo de transmissão do virus, apelar para a mudança de comportamentos das pessoas, são algumas das mensagens deixadas pelo Ministério da Saúde, no dia 1 de Dezembro, Dia Mundial de Combate ao HIV/SIDA”, refere o porta-voz.

Circuncisão como uma das formas de prevenção do HIV/SIDA

Moçambique aumentou significativamente o número de circuncisões com o objectivo de prevenir a transmissão do vírus responsável pelo HIV/SIDA, passando de nenhuma intervenção em 2008 para 7.633 em 2010, segundo revela o estudo da ONUSIDA, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Segundo o documento, três ensaios clínicos realizados em países da África subsaariana demonstraram que a ‘circuncisão reduz em até 60 por cento o risco de homens heterossexuais seronegativos contraírem o HIV, assim como reduz o cancro no pénis’.

Em Moçambique, essa medida de prevenção tem vindo a aumentar exponencialmente, passando de nenhuma circuncisão em 2008, para 100 em 2009 e 7.633 circuncisões em 2010.
O documento indica que para atingir 80 por cento de prevenção, entre os homens de 15 e 49 anos, seria necessário realizar em Moçambique 1.059.104 circuncisões.

Incidência por País da CPLP

HIV/SIDA no Mundo

Existem 34 milhões de pessoas a viver com HIV em todo o mundo.

Houve 2,7 milhões de novas infeções.

Nasceram 390 000 crianças com HIV.

Aconteceram 1,8 milhões de mortes devido a doenças relacionadas com a SIDA, metade das quais ocorridas na África Austral. No entanto, o número de mortes diminuiu devido ao maior acesso aos tratamentos e à melhoria destes.

68% dos casos aconteceram na África Subsariana.

Foram disponibilizados 15 mil milhões para combater a doença.

Mais de 6,6 milhões de pessoas nos Países em Desenvolvimento têm acesso ao tratamento.

Em todo o mundo 50% dos doentes com SIDA têm acesso ao tratamento.

SAPO

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