A guerra civil em Moçambique, entre a Frelimo e a Renamo deixou marcas irreversíveis nos primeiros 16 anos de vida do país.

Conheça alguns dos números que reflectem a dimensão das consequências do conflito:

• Um milhão de mortos.

• 454.000 crianças de idade inferior aos 15 anos foram mortas entre 1981 e 1988 (45% das vítimas).

• 23% de crianças entre os feridos registados nas unidades sanitárias.

• Sete mil crianças ficaram deficientes devido às minas entre 1980 e 1993.

• 50.000 pessoas foram amputadas, das quais 7.000 crianças e mulheres.

• Dos 92.881 soldados e guerrilheiros desmobilizados (76,3 do exército governamental e 23,7% da Renamo) após o Acordo de Paz de 1992, cerca de 28% tinham menos de 18 anos: 4.678 menos de 13 anos, 6.828 estavam entre 14 e 15 anos e 13.982 entre 16 e 17 anos, totalizando 25.498.

• Mais de 250.000 crianças orfãs e não acompanhadas. As crianças foram submetidas a repetidas experiências traumáticas: ameaças de morte, terror, agressões, processos sistemáticos de desumanização, fome, sede, malnutrição, exploração pelo trabalho, abuso sexual, envolvimento em actos militares. No que toca à personalidade, foram verificados os seguintes distúrbios: falta de confiança nos adultos e em si próprias, falta de perspectiva de futuro e/ou perspectiva pessimista, isolamento, depressões, resignação, altos índices de agressividade, perda de sensibilidade, regressão, introversão, fobias diversas, falta de mecanismos adequados para resolução de conflitos, capacidade muito limitada para aceitar frustrações, sintomas neuróticos diversos.

• Cerca de um terço das crianças morrem antes dos cinco anos.

• 1.000 por cada 10.000 nado-vivos de taxa de mortalidade materna.

• Um terço da população malnutrida.

• Dois terços da população exposta à pobreza absoluta.

• Mais de 150 aldeias e localidades destruídas.

• Cerca de 4.5 milhões de deslocados internos.

• Mais de 1.5 milhões de refugiados no exterior.

• Mais de sete mil milhões de dólares de prejuízos para a economia nacional.

• Mais de metade da rede rodoviária destruída ou inviabilizada.

• Mais de 50% das unidades sanitárias destruídas.

• Mais de 1.800 escolas destruídas.

• 1.500 lojas rurais destruídas.

 Lusa

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