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Anéis, relógios, smartphones ou carros. Para a Visa, tudo pode ser um cartão de crédito

17 de Fevereiro de 2017, 17:41:00

A empresa celebrou recentemente uma parceria com a IBM para a promoção de novos métodos de venda e pagamento. A ideia passa por diversificar este processo e de munir as empresas com capacidades para agilizar as suas vendas diretamente nos equipamentos dos seus clientes.

A IBM e a Visa anunciaram esta sexta-feira uma parceria que vai servir para promover a instalação de novos pontos de venda onde quer que os cartões Visa sejam aceites. A ideia desta expansão é permitir que as empresas implementem rapidamente novas tecnologias que permitam o pagamento de contas através de qualquer dispositivo conectado.

A materialização deste projeto vai dar-se com a ajuda da plataforma Watson IoT da IBM e com os serviços de pagamentos da Visa que, diz a empresa, são já utilizados "por mais de 3 mil milhões de consumidores em todo o mundo". Na prática, os serviços de conexão de Internet das Coisas vão permitir às empresas que os seus clientes concretizem pagamentos através de qualquer dispositivo conectado com suporte para métodos de pagamento móvel, como um anel, um smartwatch, um smartphone ou um carro.

Como resultado desta aposta, escrevem as empresas em comunicado, "a IBM e a Visa poderão suportar pagamentos e comércio na maior parte dos 20 mil milhões de dispositivos conectados estimados na economia global até 2020".

"Esta combinação entre as tecnologias IoT - líderes da indústria da IBM - com os serviços de pagamento Visa, significa o próximo momento definidor do retalho, permitindo pagamentos em qualquer objeto conectado, com novos níveis de simplicidade e conveniência para todos", considera Harriet Green, diretora geral da IBM Watson IoT.

Estas experiências, no entanto, não deverão apenas ser sediadas nas infraestruturas das lojas e empresas comerciantes. A ideia passa por levar, diretamente ao consumidor, no momento certo, o produto que este necessita. No caso de um carro, por exemplo, conectado à plataforma Watson IoT, o condutor poderia passar a ser alertado para a necessidade de substituição de uma peça específica e encomendá-la diretamente do habitáculo do carro no próprio momento em que fosse notificado. Em caso de abastecimento, o condutor poderia até mesmo pagar o combustível através de uma interação direta entre o carro e o posto de abastecimento.

Da mesma forma, um atleta equipado com um wearable de fitness poderia ser notificado no momento em que fosse aconselhável substituir as suas sapatilhas de corrida. Nesta mensagem, as empresas poderiam incluir uma recomendação do melhor modelo e do melhor negócio. Poderiam ainda ser fornecidas recomendações adicionais e contextualizadas com o perfil do consumidor e produtos complementares às sapatilhas, isto com base no desempenho individual, climas locais e preferências observáveis nas compras realizadas pelo utilizador.

As empresas garantem ainda que as informações do consumidor vão permanecer seguras graças ao sistema Visa Token Service, um identificador digital exclusivo de cada aparelho e que pode ser utilizado para processar pagamentos sem expor os detalhes da conta utilizada.

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