Página gerada às 14:48h, quinta-feira 27 de Novembro

Greve dos médicos moçambicanos atrapalha hospitais de Manica mas Saúde desvaloriza situação

28 de Maio de 2013, 14:51

Chimoio, Moçambique 28 mai (Lusa) - A greve dos médicos moçambicanos, hoje no nono dia, provoca "adiamentos de exames e demoras" no atendimento nos hospitais de Chimoio, centro de Moçambique, queixaram-se à Lusa pacientes, mas a Saúde desvaloriza os seus efeitos.

"Por duas vezes, foi adiada a operação para retirada de um quisto", disse à Lusa Eufrásia Rogério Albino, afirmando estar a procurar uma vaga para atendimento no Hospital Provincial de Chimoio (HPC), a única de referência na região de Manica,.

"Foi bastante demorado, uma espera que cansa, com muitos médicos a cruzarem os corredores, mas com alguma lentidão no atendimento" explicou Rosa Frank, que marcou a circuncisão do filho naquele hospital.

Numa ronda hoje efetuada pela Lusa, constatou-se a existência de poucas filas de utentes nos centros de saúde Eduardo Mondlane, 1º de Maio, 7 de Abril e Nhamaonha, e ligeiras filas nas farmácias na Eduardo Mondlane e 1º de maio.

"O médico já passou nas habituais visitas matinais e prescreveu medicamentos que o meu filho espera tomar quando os enfermeiros e outro pessoal passarem daqui", disse à Lusa Filipa Domingo, na enfermaria da ala pediátrica do HPC, onde, assegura, não viu a greve.

No início da greve, a 20 de maio, sete médicos aderiram ao protesto, dos quais cinco no HPC, e outros dois, nos principais hospitais de Manica e Machaze, mas com "efeitos mínimos", disse à Lusa Juvenaldo Amos, diretor provincial de Saúde de Manica.

Já no nono dia, dois médicos continuam em greve, um em Machaze e outro no HPC.

"O hospital está a funcionar em pleno e não precisámos de acionar um plano para redirecionar o pessoal médico no HPC, pois o resto que havia aderido à greve reapareceu, com exceção de um clínico geral", disse Jorge Vicente, cirurgião na HPC.

Os profissionais de saúde moçambicanos exigem um aumento salarial de 100 por cento, a aprovação do Estatuto do Médico, residência, o incremento de 35 por cento do subsídio de risco, entre outras reivindicações.

AYAC // APN

Lusa/Fim


Comentários

Critério de publicação de comentários