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Associação dos Portugueses no país é criada sábado (C/ÁUDIO)

13 de Junho de 2012, 21:14

*** serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

Bissau, 13 jun (Lusa) - A primeira Associação dos Portugueses na Guiné-Bissau (APGB) é criada formalmente no sábado em Bissau, pela mão de um guineense que adquiriu a nacionalidade portuguesa.

O projeto, explicou Bacar Camará à agência Lusa, nasceu em maio e é o fruto de vários meses de contactos do empresário com a comunidade portuguesa na Guiné-Bissau, sejam expatriados sejam pessoas com dupla nacionalidade.

"A ideia partiu de guineenses, que nasceram cá, mas a associação não é só de guineenses naturalizados portugueses", frisa Bacar Camará para explicar a abrangência da APGB, que quer que seja uma associação que ponha fim "a uma lacuna enorme que existia".

É que, diz Bacar Camará, "há uma necessidade de formação de uma associação de portugueses, tendo em conta os interesses dos próprios e provavelmente a necessidade da embaixada ter um parceiro neste domínio".

Foi por o sentir que o empresário, 25 anos a trabalhar e a estudar fora, a maior parte do tempo em Portugal, começou a fazer contactos há quatro meses, praticamente desde que regressou de Portugal, onde deixou, para já, a mulher e os filhos.

A Bissau chegou com essa experiência de 25 anos e de conhecimentos sobre o associativismo na Europa para, agora, impulsionar uma associação de todos os portugueses, de empresários a enfermeiros, de professores a diplomatas ou académicos.

"Não interessa onde nasceu. Tendo adquirido a nacionalidade portuguesa contamos com ele" no sábado, explica o responsável à Lusa, frisando que pelos contactos que já fez "a APGB tem pernas para andar", para ser um parceiro de outras instituições, quer a nível diplomático mas também a nível das autoridades guineenses.

É certo, diz, que a APGB não tem ainda um espaço físico, mas "depois da aprovação dos corpos socias" esse "nãos será um problema muito difícil".

E certo também, garante, é que a associação se irá abster de questões políticas, tanto mais que os estatutos são muito claros: "associação de caráter social sem fins lucrativos".

O fim principal, diz, é defender os interesses dos portugueses junto das autoridades do país de acolhimento. Mas também "uma das potencialidades será a solidariedade social", porque haverá sócios que são juristas e sócios que terão problemas para resolver, porque houve, e haverão, portugueses que chegaram de "bolsos cheios e os bolsos acabaram por esvaziar-se", ficando sem dinheiro para regressar, para habitação e até para contactar familiares em Portugal.

Bacar Camará não sabe quantos portuguese vivem atualmente na Guiné-Bissau, mas contando com os que nasceram no país e os que chegaram para investir e trabalhar, "existem muitos portugueses mesmo".

Os últimos números divulgados por responsáveis do Governo português indicam que vivem na Guiné-Bissau entre 500 a 600 expatriados e entre 3.500 a 4 mil guineenses com passaporte português.

FP.

Lusa/fim


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