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Biografia de Isaías Samakuva, candidato à presidência do partido

15 de Dezembro de 2011, 18:18

Viana, Angola, 15 dez (Lusa) -- Presidente da UNITA eleito em 2003 e reeleito quatro anos depois, Isaías Ngola Samakuva é de novo candidato à liderança do maior partido angolano na oposição, que está reunido no seu XI Congresso em Viana, arredores de Luanda.

Em 2003 derrotou Paulo Lukamba "Gato" e Dinho Chingunji e em 2007 o derrotado foi Abel Epalanga Civukuvuku. Neste congresso, que termina sexta-feira, o seu adversário é o militante José Pedro Cachiungo, de 47 anos.

Filho de Henrique Ngola Samakuva e de Rosália Ani Ulundu, Isaías Samakuva nasceu a 08 de julho de 1946 em Silva Porto-Gare (actual Kunje), na província do Bié, no planalto central de Angola.

Em 1970, foi professor na Missão Evangélica de Camundongo e depois fez um curso de teologia no Seminário de Dondi, onde se tornou pastor evangélico.

A entrada formal na UNITA deu-se em 1974 e, um ano mais tarde, foi admitido como funcionário do Ministério do Trabalho, no então Governo de Transição de Angola.

Em 1976, devido à insegurança política, retirou-se para as matas, instalando-se numa das bases da UNITA na então Região Militar 25, transitando depois para a Região 45, onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do posto de comando.

Dois anos mais tarde, Samakuva foi transferido para a Região 11 para chefiar o gabinete do então líder da UNITA, Jonas Savimbi, seguindo depois para a região do Kuando Kubango, onde passou a coordenar a logística da UNITA na denominada Frente Sul.

Em 1979, foi delegado à 12ª Conferência Anual da UNITA e eleito membro do Comité Central, tendo sido transferido para a África do Sul como representante do movimento liderado por Jonas Savimbi naquele país.

Em 1984, foi nomeado vice-presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros da UNITA e, em 1986 eleito no VI Congresso para o secretariado permanente e para a direção do gabinete de Savimbi.

Entre 1989 e 1993, foi representante da UNITA no Reino Unido e, mais tarde, delegado na Europa.

Depois do fracassado acordo de paz assinado em Lisboa (1991) e do Protocolo de Lusaca (1994) foi constituído em Luanda o Governo de Unidade Reconciliação Nacional e Samakuva regressou então a Angola para liderar a delegação do partido na Comissão Conjunta constituída para acompanhar a aplicação do Protocolo de Lusaca.

Em 2000, foi indigitado chefe da missão externa da UNITA e, na sequência da morte Jonas Savimbi, em combate, a 22 de fevereiro de 2002, regressou a Angola para discutir o cessar-fogo no âmbito do Protocolo de Lusaca.

EL (HSO/NV).

Lusa/Fim


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