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Três empresas desistiram de participar no consórcio da hidroelétrica de Belo Monte

25 de Maio de 2011, 15:35

Rio de Janeiro, 25 mai (Lusa) - Na mesma semana em que se espera a atribuição da licença ambiental definitiva para a construção da hidroelétrica de Belo Monte, no Brasil, três empresas que formam o consórcio vencedor anunciaram a sua desistência em participar na empreitada.

As três companhias que já anunciaram a sua retirada do projeto -- comandado pelo grupo investidor Norte Energia -- foram a Galvão Engenharia, a Serveng e a Cetenco.

De acordo com o jornal "Estado de São Paulo", uma quarta companhia, a Contern, também formalizará a sua saída nos próximos dias.

A J. Malucelli Construtora é outra que informou ao jornal estar disposta a sair da participação caso haja algum interessado, enquanto a construtora Mendes Júnior não poderá seguir no grupo, mas por pendências com o Banco do Brasil que, caso a construtora permanecesse, não poderia financiar o projeto.

A saída destas empresas do consórcio vencedor significa a venda da participação que possuíam na hidroelétrica para novos compradores.

Ainda de acordo com o jornal, a expetativa é de que essas participações -- que ao todo representam cerca de 7 por cento do total -- sejam adquiridas pelo fundo de pensão dos funcionário da Caixa Económica Federal (Funcef) e pela companhia Neoenergia, que tem 39 por cento das suas ações nas mãos da espanhola Iberdrola.

O grupo vencedor do leilão para a construção da hidroelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, foi formado pelo Governo às vésperas da licitação com o objetivo de conferir maior competitividade ao concurso.

As empresas que agora decidem sair estariam insatisfeitas com as mudanças ocorridas desde que o consórcio ganhou o concurso.

O "Estado" afirma que essas empresas viram a sua participação reduzida com a entrada de novos sócios ligados ao Governo, como o Fundo de Investimentos dos Trabalhadores da Petrobras (Petros) e do banco estatal Caixa Económica (Funcef).

Numa audiência pública marcada para hoje, a Comissão da Amazónia deverá debater com o consórcio Norte Energia e o Ministério Público do Pará os impactos das obras e da instalação da hidroelétrica que será a terceira maior do mundo, com capacidade de geração de 11 mil megawatts de energia.

FYRO.

Lusa/fim


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