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Policia aconselha Cruz Vermelha a evitar buscas a 16 funcionários desaparecidos

20 de Março de 2009, 19:09

A Cruz Vermelha de Moçambique em Mogincual, província de Nampula, foi aconselhada pela polícia a evitar buscas a 16 membros da organização dados como desaparecidos, numa região afectada pela instabilidade, com registo de um total de 15 mortos nos últimos dias.

"O conselho das autoridades distritais foi que não nos deslocássemos para a comunidade mas ficássemos à espera de alguma tranquilidade", disse à Lusa o director de Desenvolvimento Institucional e Recursos da Cruz Vermelha de Moçambique, Moisés Inguane.

Em entrevista à Lusa, o responsável explicou que neste momento estão desaparecidos 16 voluntários da Cruz Vermelha, mas adiantou que não estão a ser procurados porque as próprias forças de segurança pediram que permanecessem na vila de Moginqual e não se deslocassem para o campo, onde a situação é de instabilidade.

Três elementos da Cruz Vermelha de Moçambique foram mortos nas últimas semanas no distrito de Moginqual, acusados de estarem a propagar a cólera, quando na verdade desenvolviam um trabalho de sensibilização para a doença e de distribuição de cloro.

Em Nampula, na sequência da morte dos elementos da Cruz Vermelha, mais 12 pessoas morreram por asfixia na terça-feira num pequeno calabouço do comando distrital da Polícia de Moçambique (PRM) em Mongicual.

As 12 pessoas pertenciam a um grupo de 29, detidas por suspeita de participarem numa campanha de desinformação sobre a cólera nos distritos da província.

Sapo MZ com Lusa

 


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