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Transportadores moçambicanos pedem recursos para transporte metropolitano

14 de Novembro de 2017, 14:49

A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (Fematro) considerou hoje útil a decisão do Governo de criar a Agência Metropolitana dos Transportes de Maputo (AMTM), mas assinalou a necessidade de mobilização de recursos para a concretização da iniciativa.


"Pelo que o Governo nos tem dito, organizar e integrar todo o sistema de transporte rodoviário numa área metropolitana seria útil, mas é uma ambição que requer a mobilização de recursos", disse à Lusa o presidente da Fematro, Castigo Nhamane.

Castinho Nhamane declarou que a criação de um sistema integrado de transporte vai exigir uma parceira entre o Estado e o sector privado, pois serão necessários mais autocarros e outro tipo de meios de transporte rodoviário.

"Nem o Estado moçambicano nem o sector privado sozinho podem conseguir viabilizar esse modelo de transporte, será necessário avançar em conjunto", disse Castigo Nhamane.

Numa primeira fase, prosseguiu, o estabelecimento da AMTM poderá eliminar a confusão na emissão de licenças para a actividade de transporte, gestão de rotas e fiscalização.

"Com uma única entidade, saberemos com quem falar, porque o que acontece é que há um conflito de competências entre os vários municípios", assinalou.

Segundo o presidente da Fematro, os municípios têm atribuído licenças de transporte além das suas áreas de jurisdição administrativa, situação que pode ser resolvida por uma entidade de gestão integrada.

Com a AMTM, continuou, o país pode tentar avançar para a bilhética única, assegurando que um único bilhete de viagem seja válido para os vários meios de transporte usados pelo utente.

Na semana passada, o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou a criação da AMTM visando a reestruturação das empresas de transporte dos municípios de Maputo, Matola e Boane e do distrito de Marracuene, bem como para desenvolver uma estratégia de concessão de rotas intermunicipais.

O novo modelo contempla ainda um sistema de "ajuste tarifário baseado numa tarifa por passageiro e por quilómetro e contratação de bilhética electrónica".

A estratégia preconiza igualmente a alteração do mecanismo de subsídio de transportes públicos e o lançamento de um concurso para a aquisição de 300 autocarros, que já foi realizado.

"Os vários estudos feitos por várias assessorias externas e internas preconizam um sistema integrado e coordenado e recomenda a criação de uma entidade técnica para a coordenação, planificação e implementação de um sistema integrado de transporte", declarou Manuela Rebelo.

Lusa

 


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