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Insegurança e doenças "param" turismo moçambicano

14 de Novembro de 2017, 10:45

A consultora britânica Euromonitor diz que a insegurança, a criminalidade e o elevado nível de doenças em Moçambique são os principais factores que impedem um crescimento mais rápido do turismo, perdendo por isso, para os vizinhos da região.

Créditos: VOA Português | Praia de Vilanculos

Numa análise ao sector da aviação, viagens e turismo em Moçambique, aquela consultora afirma que para além destes factores, o país sofre também de uma forte volatilidade política e militar.

Para Albino Mário, da Associação dos Operadores Turísticos de Moçambique, o país vive uma situação de paz relativa e isso pode não favorecer muito o sector do turismo "porque cria incertezas para o sector de hotelaria e turismo",

Mas para além desta questão da volatilidade militar, a consultora britânica considera que existem também "problemas centrais como as infraestruturas e os serviços subdesenvolvidos, que são uma barreira ao desenvolvimento do mercado".

A Euromonitor refere ainda que, "apesar do enorme potencial turístico de Moçambique, o elevado nível de doenças e a criminalidade fazem com que muitos turistas escolham países concorrentes como a África do Sul, o Zimbabwe, Madagáscar ou a Tanzania".

Entretanto, o economista Luís Magaço é da opinião de que o turismo é a forma mais rápida de alterar o cenário de um país, sublinhando que quando Portugal "entrou em crise, os portugueses pensaram qual era o caminho mais rápido de ir buscar o dinheiro, e viram que era o turismo", e, segundo ele, foi este sector que salvou aquele país.

"Nós é que temos que ter a mesma inteligência de criar este tipo de oportunidade que pode salvar o nosso país, produzindo campanhas que possam mudar a imagem de turistas que estão em países tranquilos, sem conflitos, sem problemas de infraestruturas e doenças imprevisíveis", destacou aquele economista.

VOA Português



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