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Custódio Duma: "Governo moçambicano e Renamo ultrapassaram a desconfiança"

13 de Setembro de 2017, 15:39

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) de Moçambique considerou hoje que o Governo e a Renamo ultrapassaram a desconfiança nas negociações para uma paz definitiva no país, assinalando que um eventual acordo será mais sólido que os anteriores.

"A Comissão Nacional dos Direitos Humanos acredita que o acordo que vem a seguir é um acordo que será definitivo, é uma paz que será de facto mais consolidada, mais amadurecida", disse o presidente da CNDH, Custódio Duma, falando em conferência de imprensa.

Custódio Duma assinalou que as últimas declarações do Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, denotam que a desconfiança entre as duas partes está a ser superada.

"Temos desta vez notado que o discurso da desconfiança não tem aparecido, até o aperto de mão [entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama] mostrou que o discurso e o sentimento de desconfiança cessaram", frisou Custódio Duma.

Na declaração que leu a propósito dos 25 anos do Acordo Geral de Paz, assinado a 04 de outubro de 1992, o presidente da CNDH realçou que uma estabilidade política em Moçambique impõe a manutenção de uma cultura de diálogo, inclusão, tolerância, solidariedade e desmilitarização das mentes.

"A nossa paz precisa de todos nós para que seja plena e efetiva", declarou Custódio Duma.

Moçambique vive uma trégua entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo, depois de meses de instabilidade, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer a derrota nas eleições gerais de 2014.

Governo e Renamo têm reiterado que as duas partes chegarão a um acordo até final deste ano no âmbito das negociações em curso para uma paz definitiva no país.

Lusa


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