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Governo aumenta os salários mínimos entre 5,5% e 21%

18 de Abril de 2017, 18:59

O Conselho de Ministros decretou hoje novos salários mínimos nacionais, com o sector da hotelaria a receber a percentagem mais baixa, 5,5%, e a administração pública, defesa e segurança a beneficiar do reajuste mais alto, 21%.


De acordo com o decreto, apresentado à imprensa pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, apesar de beneficiar do maior aumento salarial, a administração pública, defesa e segurança continuará com um dos ordenados mais baixos no país, passando de um mínimo de 3.278 para 3.996 meticais.

A agricultura, caça, florestas e silvicultura mantém-se como o sector com o salário mínimo mais baixo, tendo aumentado 10,4% para 3.642 meticais.

Com a menor percentagem de aumento de todos os nove sectores de actividade, a hotelaria viu o salário mínimo passar de 5.050 meticais para 5.328 meticais.

O sector dos bancos e seguradoras continuará com o salário mínimo mais alto em Moçambique, tendo passado de 8.750 meticais para 10.400 meticais, resultado de um aumento de 18,86%.

A pesca industrial e semi-industrial registou a segunda maior percentagem, em termos de aumento salarial, com 20,97%, passando de um ordenado mínimo de 3.815 para 4.615 meticais.

O sector da produção e distribuição de electricidade, gás e água registou o terceiro maior aumento, em termos de percentagem, com 20,70% para um salário mínimo de 7.286.

Os restantes sectores da economia registaram aumentos entre os 5,76% e os 14%.

A ministra Vitória Diogo afirmou que os aumentos salariais hoje aprovados resultam de propostas submetidas pela Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), que junta empregadores, sindicatos e representantes do Governo.

"É importante mencionar que tendo em conta a nossa situação económica, estes são aumentos de salários mínimos possíveis", declarou Vitória Diogo.

Nesse sentido, prosseguiu, é necessário que o país aposte no aumento da cultura de trabalho, produção e produtividade, para poder aspirar a ordenados mais consentâneos com o custo de vida.

Lusa


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