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Detidos suspeitos de prepararem atentado a 5 dias das presidenciais em França

18 de Abril de 2017, 15:23

Dois homens de 23 e 29 anos, suspeitos de prepararem um atentado “iminente”, foram detidos em Marselha, no sul de França, cinco dias antes da primeira volta das eleições presidenciais, indicaram fontes próximas do inquérito.

Os dois homens são “suspeitos de uma iminente passagem à acção”, precisou uma das fontes.

Os suspeitos foram detidos pelos serviços de informação internos no quadro de uma investigação por associação criminosa terrorista, aberta em Paris.

Os dois detidos tinham um projecto de atentado para “os próximos dias em solo francês”, disse o ministro do Interior, Matthias Fekl, numa conferência de imprensa.

Buscas em Marselha permitiram encontrar “elementos para materializar o ataque” e estão em curso “operações de segurança”, adiantou.

Os dois homens eram “conhecidos devido à sua radicalização” e já estiveram presos por factos sem carácter terrorista, segundo uma fonte próxima da investigação.

“Tudo está a ser feito para garantir a segurança deste grande evento para a nossa República” que é a eleição presidencial, assegurou o ministro, assinalando “um risco terrorista que continua a ser maior que nunca”.

Mais de 50.000 polícias, apoiados pelos militares da operação Sentinela, serão mobilizados para garantir a segurança das eleições no domingo, nomeadamente nos 67.000 locais de voto.

A França tem sido particularmente visada por atentados terroristas, fazendo parte dos países que intervêm na Síria contra o grupo extremista Estado Islâmico. Os dois últimos ataques visaram militares, embora sem os matar, no museu do Louvre e no aeroporto de Orly, em Paris.

Cinco projectos de atentados foram descobertos desde o início do ano, enquanto o ano passado o seu número foi de 17, disse em Março o anterior ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Instaurado após os atentados de 13 de Novembro de 2015 em Paris, que causaram 130 mortos, o estado de emergência tem vindo a ser prolongado e está em vigor até ao verão, tendo em conta as presidenciais e as legislativas em Junho.

Lusa

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