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Malásia amplia área de buscas do avião desaparecido e rebate críticas

12 de Março de 2014, 13:09

O governo da Malásia ampliou esta quarta-feira o perímetro de buscas do avião da Malaysia Airlines desaparecido desde sábado com 239 pessoas a bordo, ao mesmo tempo que rebateu as críticas de China e Vietname sobre a gestão das informações.

Os trabalhos de busca entraram no quinto dia com a ampliação do perímetro de buscas ao Mar de Adamão, centenas de quilómetros ao noroeste da primeira zona rastreada.

As autoridades decidiram ampliar a área de busca após informações de radar que indicariam a "possibilidade" de o avião ter alterado sua rota sobre o Mar do Sul da China.

"Temos que examinar todas as possibilidades", afirmou o director da aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman.

O Mar de Adamão é limitado a sul pela ilha indonésia de Sumatra, e a leste e ao norte por Tailândia e Mianmar (antiga Birmânia).

O general Rodzali Daud desmentiu que um radar tenha detectado a passagem da aeronave sobre o estreito de Malaca, como informou um jornal do país. Este estreito fica entre a península malaia, no lado oeste, e a ilha indonésia de Sumatra.

Mas o governo da Malásia não apresentou publicamente as análises dos radares nas quais baseia a hipótese de mudança de rumo inesperada do avião, que tinha uma maioria de passageiros chineses a bordo.

As buscas infrutíferas e a comunicação aparentemente confusa das autoridades malaias provocam críticas dentro do país, da China e dos países participantes nas operações de busca.

Vietname, China, Malásia, Filipinas e Singapura, entre outros países, mobilizaram num primeiro momento navios, aviões e helicópteros para as buscas no Mar da China Meridional, região marcada por disputas territoriais entre estas nações.

"No momento, há muitas informações, mas bastante caóticas. Temos dificuldades em confirmar se isto é correcto ou não", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Qing Gang, ao ser questionado se o voo MH370 mudou de rumo.

O Vietname anunciou a suspensão da busca aérea e que se limitava à operação marítima, até receber explicações sobre o novo perímetro.


Boatos e falta de informação

"Só existe confusão quiserem ver confusão", declarou o ministro malaio dos Transportes, Hishamuddin Hussein, ao rebater as críticas chinesas.

Mas os boatos e a falta de informação concreta provocam muitas teorias da conspiração entre os malaios. As autoridades também são acusadas de esconder dados importantes.

"Julgo que a Malaysia Airlines e o governo malaio tentam encobrir ou esconder alguma coisa sobre o voo MH370", escreveu um cibernauta no Twitter, uma opinião que ganha adeptos.

"Porquê tanta informação não confirmada?", questiona outro utilizador da rede social.

Sobre os passageiros que embarcaram com passaporte falso, a Interpol verificou as suas identidades e descartou qualquer relação com grupos terroristas, apesar de o director da CIA, John Brennan, ter afirmado que "não descartaria" a pista terrorista.

O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, declarou que a questão poderia ser "tráfico de seres humanos".

Os dois passageiros foram identificados como cidadãos iranianos: Puria Nurmohammadi, de 18 anos, e Seyed Mohammed Reza Delavar, de 29. Os dois supostamente tentariam imigrar para a Europa.

Delavar, que viajava com um passaporte italiano roubado, pretendia pedir asilo na Suécia, segundo a polícia do país europeu.

O voo MH370 transportava 239 pessoas, incluindo dois menores de idade. Além de chineses, o Boeing 777-200 transportava malaios, indonésios, australianos, franceses, americanos, canadenses, russos e ucranianos.

AFP

 



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