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A violência está de volta às ruas de Maputo

02 de Setembro de 2010, 11:41

Depois de uma noite sem quaisquer incidentes, já se registaram saques em várias lojas, sendo que na zona do Caniço uma loja dos chineses foi saqueada.

Os incidentes voltaram a Maputo e já há carga policial sobre os populares. Por todas as ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. As pilhagens e os pneus queimados voltaram a pintar o cenário da capital.

Geralmente, o pão vende-se em qualquer esquina da cidade. Neste momento só existem três pontos onde se vende pão e desde as 7horas da manhã há filas intermináveis. Levantar dinheiro também é um problema neste momento e só há uma bomba de gasolina.

Vive-se um clima de tensão por toda a cidade e até à zona da Matola só é possivel chegar com escolta policial. A escola portuguesa achou por bem não reabrir portas porque existem muitos funcionários que vivem longe da cidade e não há transportes.


Um dia depois dos violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes, que cortaram os acessos a Maputo e várias ruas dentro da capital em protesto contra o aumento do custo de vida , a situação era calma no início da manhã.

Contudo, os incidentes voltaram a Maputo e já há carga policial sobre os populares. Por todas as ruas da cidade, o dispositivo policial é enorme.

A rua que faz a ligação ao aeroporto está cortada e os acesso a Matola também estão bastante complicados. O cenário já se repete: pneus a arder, pedras na estrada e os populares a arrastar contentores para a estrada.

Um forte tiroteio registou-se hoje manhã em Maputo, na Avenida Julius Nyerere, entre Magoanine e Xiquelene,

No local está um grande contingente policial da PRM (Polícia da República de Moçambique) e da Força de Intervenção Rápida.

A situação não é melhor na Avenida Acordos de Lusaka (vídeo), que continua a arder. A polícia não mede esforços para tentar controlar a situação. No entanto, a população não se sente intimidada e teima em manter-se no local, aumentando assim a tensão naquela via, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Maputo, à Praça dos Heróis, ao hospital Geral de Mavalane e a alguns ministérios e escolas.

Tal como na manhã de ontem, o apelo oficial é de que as pessoas fiquem em casa.

 


SAPO MZ


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