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Espanha: Catalunha está a um passo de abolir as touradas

27 de Julho de 2010, 20:37

Os deputados do Parlamento da Catalunha votam na quarta feira a Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que solicita a proibição das touradas na Catalunha.

O Partido dos Socialistas de Catalunha (PSC) e a Convergência e União (CiU) deram liberdade de voto aos seus deputados.

A decisão final está dependente de 48 deputados da CiU e de 37 socialistas, que têm liberdade de voto. Os restantes deputados já têm uma posição definida: os da Esquerda Republicana de Catalunha votarão a favor da proibição das touradas e os deputados do Partido Popular votarão contra.

O porta voz da Plataforma antitaurina Prou! (Basta!), um grupo de ativistas catalães impulsionadores da ILP, está otimista quanto aos resultados da votação. Em declarações à Lusa, Jordi Casamitjana considerou que a decisão tomada pelos socialistas é "sensata e reforça a esperança".

Na quarta feira "será a última votação depois de três votações para a abolição das touradas na Catalunha. Se os votos a favor da proibição vencem, a abolição não será automática, possivelmente, só após um ano, todo o tipo de atividade taurina será proibida", explicou à Lusa.

A Plataforma Prou! apresentou 180 mil assinaturas recolhidas na Catalunha para proibir as touradas na comunidade autónoma. Não será a primeira comunidade espanhola a abolir as touradas: as ilhas Canárias foram as primeiras em 1991.

"Esperamos que as outras Comunidades de Espanha e outros países, como Portugal, possam aplicar processos legais e políticos para conseguir o mesmo objetivo, que é terminar com o sofrimento animal", concluiu.

A Plataforma para a Promoção e Difusão da Festa dos Touros, associação que está contra a proibição, referiu num comunicado que a possível abolição das touradas terá um custo a cada catalão de 57 euros em indemnizações e outros gastos para os promotores das celebrações taurinas e responsáveis pela praça de touros La Monumental, em Barcelona.
Segundo explicam, a abolição das corridas de touros causará uma indemnização de mais de 300 milhões de euros por parte das administrações públicas para os promotores dos eventos taurinos.

O cálculo remete os 4,4 milhões de bilhetes que a temporada taurina gerou em 2007 em Barcelona, e apela ao direito civil catalão para assegurar que, no caso de impedir o uso de uma licença de atividade, se deve indemnizar o exercício da mesma durante os seguintes 99 anos.

A Lusa não obteve qualquer esclarecimento da Plataforma para a Promoção e Difusão da Festa dos Touros.



*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa

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