
Moçambique dispõe de reservas internacionais líquidas de 1,3 mil milhões de euros, capazes de pôr o país a funcionar durante 5,5 meses, mesmo perante o atraso dos doadores no desembolso dos apoios, informa o Banco de Moçambique.
Enfatizou no entanto que os recursos internos precisam de "ser suplementados" com as ajudas externas, para que se alcancem os principais objectivos, principalmente o combate à pobreza. Nessa perspectiva Ernesto Gove considerou o diferendo com os doadores "perfeitamente ultrapassável", antevendo "um entendimento".
Oje
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Baloi, admite que as relações com o grupo dos principais países doadores, o G19, passam por um momento de "crispação".
Contrariamente ao que tem sido habitual, os doadores ainda não disponibilizaram os apoios ao Orçamento Geral do Estado, prometendo fazê-lo a partir de Abril.
Fontes contactadas pela Lusa dão conta de que os doadores condicionam os seus desembolsos a um compromisso do Governo em matérias como reforma da legislação eleitoral, aprovação de uma lei sobre conflito de interesses e despartidarização do Estado.
Confrontado pelos jornalistas sobre a capacidade do Governo de sobreviver sem o apoio da comunidade internacional, o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, afirmou que "o país está a funcionar normalmente através de duodécimos e de recursos internos. Os investimentos e despesas que era suposto realizar a esta altura do ano estão a ser feitos".Enfatizou no entanto que os recursos internos precisam de "ser suplementados" com as ajudas externas, para que se alcancem os principais objectivos, principalmente o combate à pobreza. Nessa perspectiva Ernesto Gove considerou o diferendo com os doadores "perfeitamente ultrapassável", antevendo "um entendimento".
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