O primeiro parque português de biotecnologia (Biocant), situado em Cantanhede, Coimbra, inaugura amanhã um edifício que acolhe dez empresas ligadas à investigação científica, num investimento de 3,8 milhões de euros.
A inauguração do novo edifício, denominado Biocant II, alarga para 15 o número de empresas ligadas à investigação em biotecnologia sedeadas no Biocant e marca o início da segunda fase do projecto, iniciado em finais de 2005.
"O plano de expansão implica mais três edifícios, um dos quais o do Centro de Neurociências [e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC/UC], é determinante para o futuro do projeto", disse à agência Lusa Carlos Faro, presidente do conselho de administração do Biocant. Segundo o responsável, também director científico do parque de biotecnologia, o edifício do CNC/UC "vai permitir atingir a massa crítica", possibilitando a transferência para Cantanhede de 150 investigadores.
O projecto de expansão do pólo de inovação e investigação científica aplicada em ambiente empresarial prevê ainda a criação de uma unidade piloto de biotecnologia industrial (denominada Biopilot) e outra ligada à realidade virtual. A caminho do quinto ano de existência, Carlos Faro admite que o Biocant é já uma iniciativa consolidada na área da investigação em biotecnologia e que o "mérito" e "sucesso" do parque empresarial "ultrapassa de longe as expectativas".
"Há hoje muitos doutorados na área das biociências que tiveram o engenho e a possibilidade de criarem as suas próprias empresas e acederem a laboratórios fora das universidades", sustentou. O Biocant é uma iniciativa da Câmara Municipal de Cantanhede em parceria com as universidades de Coimbra e Aveiro, entre outras entidades associadas.
OJE/Lusa
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