
Carlos Costa Pina, que no âmbito de uma visita de três dias a Moçambique se reuniu hoje com o ministro da Energia moçambicano, Salvador Namburete, lembrou que a criação do fundo era um compromisso assumido pelo Governo português aquando do processo de reversão da Barragem de Cahora Bassa.O fundo servirá para "estreitar relações entre o sector privado empresarial português e moçambicano" e para "potenciar o investimento em áreas consideradas prioritárias, como as das energias renováveis".
A economia moçambicana "está numa fase importante de crescimento e com um grande potencial a nível de desenvolvimento", frisou Carlos Costa Pina, justificando assim o "grande interesse" do Governo de Maputo no fundo, que é suficientemente flexível para comportar investimentos públicos e privados.As energias renováveis, mas também infra-estruturas ou tratamento de resíduos, são áreas consideradas prioritárias mas "ninguém está excluído", disse o responsável.
Carlos Costa Pina encontra-se ainda hoje com o ministro das Finanças, Manuel Chang, para discutir o ponto da situação sobre duas linhas de crédito já acordadas para apoio ao investimento em Moçambique.Uma das linhas, de 200 milhões de euros, já foi utilizada em cerca de metade (especialmente na área das infra-estruturas) e a outra, de 300 milhões só foi assinada em Setembro passado.
Ojer\Lusa
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