A Maratona comemora 2 500 anos de existência no ano que amanhã entra. Uma batalha que se transformou numa prova épica do atletismo mundial.
"A Grécia não criou nenhum império, era formada por uma série de pequenas cidades, mas o facto de não pertencer a um terrível império em que o rei era quase um ser divino tornou o povo mais livre", explicou à Agência de notícias espanhola Efe o filólogo e académico espanhol Francisco Rodríguez Adrados, grande defensor da cultura helénica.
Segundo Adrados, a importância real da Maratona foi ajudar os gregos a "interromperem a expansão persa", o que permitiu o desenvolvimento da sua civilização, dotada de "um sentido mais moderno, mais europeu, mais livre".
Ao tentarem impedir a entrada de Dário no país, os gregos estavam longe de imaginar “a importância histórica que esse gesto representaria” e, segundo o historiador Indro Montanelli, “podemos dizer que graças ao ocorrido, foi possível o nascimento do Ocidente”, caso contrário, se os persas tivessem vencido a batalha, “o Ocidente teria ficado como tributário do Oriente”.
Mas a batalha de Maratona ficou na história pelo feito de um dos soldados. O mensageiro Filipides correu desde Maratona até Atenas, num percurso de 42 quilómetros, para anunciar a vitória grega sobre os persas. Assim que cumpriu a missão, caiu morto.
Em Portugal, nunca ninguém esquecerá os feitos de Carlos Lopes e Rosa Mota, que venceram a maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e de Seul (1988), respectivamente.
SAPO
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