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Atletismo: Maratona faz 2 500 anos em 2010

31 de Dezembro de 2009, 18:06

A Maratona comemora 2 500 anos de existência no ano que amanhã entra. Uma batalha que se transformou numa prova épica do atletismo mundial.

 A agora mítica prova, o ex-libris do atletismo, descende de uma batalha e de um soldado que, com determinação e coragem, percorreu 42 quilómetros para dar a boa nova em Atenas de que os gregos a tinham vencido. Morreu, mas do seu esforço nasceu a Maratona.

"A Grécia não criou nenhum império, era formada por uma série de pequenas cidades, mas o facto de não pertencer a um terrível império em que o rei era quase um ser divino tornou o povo mais livre", explicou à Agência de notícias espanhola Efe o filólogo e académico espanhol Francisco Rodríguez Adrados, grande defensor da cultura helénica.

Segundo Adrados, a importância real da Maratona foi ajudar os gregos a "interromperem a expansão persa", o que permitiu o desenvolvimento da sua civilização, dotada de "um sentido mais moderno, mais europeu, mais livre".

Ao tentarem impedir a entrada de Dário no país, os gregos estavam longe de imaginar “a importância histórica que esse gesto representaria” e, segundo o historiador Indro Montanelli, “podemos dizer que graças ao ocorrido, foi possível o nascimento do Ocidente”, caso contrário, se os persas tivessem vencido a batalha, “o Ocidente teria ficado como tributário do Oriente”.

Mas a batalha de Maratona ficou na história pelo feito de um dos soldados. O mensageiro Filipides correu desde Maratona até Atenas, num percurso de 42 quilómetros, para anunciar a vitória grega sobre os persas. Assim que cumpriu a missão, caiu morto.

Em Portugal, nunca ninguém esquecerá os feitos de Carlos Lopes e Rosa Mota, que venceram a maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e de Seul (1988), respectivamente.

SAPO


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