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40 anos da independência: África do Sul "orgulha-se das boas relações" bilaterais, afirma Jacob Zuma

26 de Junho de 2015

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, felicitou hoje o seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, pela passagem do quadragésimo aniversário da independência de Moçambique, que se assinalou na quinta-feira.

"A África do Sul orgulha-se das boas relações bilaterais com Moçambique, que vêm dos tempos dos antepassados comuns, os filhos e filhas de Soshangane [general zulu que fundou o Império de Gaza em Moçambique, vindo da África do Sul] e Gungunhana [último rei de Gaza, que morreu em Portugal depois de ser capturado pelas forças coloniais portuguesas] e da geração pré e pós-independência", refere a mensagem de felicitações do Presidente sul-africano, citada hoje na edição electrónica do diário Notícias.

Moçambique celebrou na quinta-feira 40 anos de independência e Maputo recebeu as cerimónias centrais da efeméride, que contou com a presença de vários chefes de Estado da África Austral e em que Portugal, antiga potência colonial, esteve representada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

Embora não tenha comparecido nas cerimónias, Jacob Zuma considera que o convite que lhe foi endereçado por Filipe Nyusi constitui uma reafirmação dos "fortes e históricos" laços existentes entre os dois países, destacando a importância de Moçambique na luta do povo sul-africano contra o regime segregacionista do "apartheid".

"A interconexão histórica entre os povos de Moçambique e da África do Sul sedimentou-se na nossa luta comum contra o colonialismo e o "apartheid", o que se sublinhou ainda quando Moçambique não se considerou completamente independente enquanto o povo sul-africano continuasse subjugado pelo regime segregacionista", declara o Presidente sul-africano.

Além dos antigos chefes de Estado moçambicanos Joaquim Chissano e Armando Guebuza, membros do primeiro Governo criado em 25 de Junho de 1975 e chefiado por Samora Machel, a cerimónia foi também testemunhada por vários estadistas da África Austral.

Estiveram presentes no estádio da Machava os presidentes do Zimbabué, Robert Mugabe, Zâmbia, Edgar Lungu, Namíbia, Hage Geingob, Tanzânia, Jakaya Kikwete, e Malauí, Peter Mutharika.

Durante a luta contra o "apartheid", Moçambique abrigou vários militantes do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) que procuravam refúgio e condições para preparar ataques contra o regime segregacionista que se instalou no país entre 1948 e 1994.

Recentemente, o Presidente sul-africano esteve em Moçambique onde apresentou a Filipe Nyusi um pedido de desculpas aos moçambicanos, na sequência de uma onda de violência xenófoba na África do Sul, que também afetou cidadãos moçambicanos residentes nas chamadas terras do "rand" em busca de oportunidades de emprego.

Pelo menos três moçambicanos morreram e milhares foram obrigados a fugir da África do Sul, devido à violência xenófoba contra estrangeiros africanos em Abril e Maio passados.

Lusa



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