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MIREM E UEM VÃO COOPERAR NO DOMÍNIO DA FORMAÇÃO DE QUADROS

19-11-2012 16:43:14


1112PEX – MIREM E UEM VÃO COOPERAR NO DOMÍNIO DA FORMAÇÃO DE QUADROS

Maputo, 19 Nov (AIM) – O Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) vão cooperar no domínio da formação de quadros, através da diversificação da oferta de cursos oferecidos com vista a uma melhor resposta à exploração dos recursos naturais em Moçambique.

Para a consumação do desiderato, aquele órgão central e a mais antiga instituição de ensino superior no país rubricaram um memorando de entendimento que formaliza a cooperação no domínio da formação se arrasta há bastante tempo.

Esperança Bias, ministra do pelouro, disse, após a cerimónia de assinatura do memorando, que o país está a produzir uma série de recursos naturais, em clara referência ao carvão, gás natural, as pedras preciosas e semipreciosas, bem como algumas rochas ornamentais.

“Pensamos que com a capacidade de investigação que a UEM tem é possível assegurar que os recursos comecem a ser usados cada vez mais no mercado local, mas para isso é preciso que haja uma investigação sobre a sua possível utilização dentro do país a possível transformação e aqui a UEM será nossa parceira”, explicou Bias.

Orlando Quilambo, reitor da Universidade Eduardo Mondlane, disse, por seu turno, que a UEM como uma instituição de ciência e investigação, uma primeira vertente do memorando será a diversificação dos cursos oferecidos, de tal forma a que possam ir ao encontro daquilo que são as necessidades conjunturais.

A diversificação dos cursos, segundo o reitor, inclui o nível de licenciatura, mas também iniciar cursos de mestrado que poderão apoiar, mais tarde, a investigação.

A investigação vai, ao abrigo do memorando, desempenhar um papel crucial porquanto tem vindo a ser realizada nos últimos anos e a formalização da cooperação ajudará a caminhar e a responder as necessidades do MIREM, no sentido de ir resolvendo os problemas que só podem ser enfrentados através da investigação científica.

No acto de assinatura do memorando, válido por tempo indeterminado, Quilambo entregou uma cópia do plano indicativo de capacitação institucional estão também indicadas todas as necessidades em termos de formação na área de geociências e engenharias para os próximos anos.

Para o efeito, segundo a fonte, é preciso estabelecer parcerias no sentido de conferir ao país a capacidade de formar anualmente entre 300 a 400 engenheiros ou geocientistas.

O reitor reconhece que o número de engenheiros que o país forma está ainda abaixo das reais necessidades, pois é um universo não muito acima de 100 quadros por ano.

Desta feita, entre as medidas a adoptar a universidade vai estabelecer também parcerias com as empresas públicas e privadas no sentido de garantir o apoio necessário, para o suporte deste programa.
(AIM)
LE/SG

(AIM)

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