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GOVERNO CLARIFICA CONDIÇÕES DA BOLSA DE ESTUDO

06-04-2012 16:44:09


Maputo, 6 ABR (AIM) – O director do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo, Octávio de Jesus, diz que os 150 dólares atribuídos mensalmente aos estudantes moçambicanos bolseiros na Argélia são um suplemento pago pelo Governo de Moçambique.

Num contacto com o AIM, Jesus, clarificou que a bolsa que cada um recebe é paga na totalidade pelo governo argelino e, “com vista a criar mais conforto aos compatriotas, o Governo moçambicano oferece um suplemento de 150 dólares para pequenas despesas”.

“Os moçambicanos beneficiam de uma só vez de um ensino universitário gratuito, incluindo um ano de aprendizagem da língua francesa ou árabe, de acordo com a circunstância; acesso gratuito às bibliotecas universitárias, centros de pesquisa e de aplicação e de Internet; despesas de impressão das memórias no fim dos estudos (diplomas e certificados), e transporte gratuito entre as residências universitárias e os campus; de alojamento e alimentação, onde o estudante paga uma tarifa simbólica pelas refeições diárias” explicou.

O director a acrescentou que “o preço de uma refeição é igual a 1,20 dinares argelinos, o que representa 0,016 dólares ou 0,44 meticais. Esta refeição custa na realidade ao Estado argelino o equivalente a 5 dolares”.

Octávio de Jesus disse ainda que o Governo argelino oferece, “um subsídio trimestral de cinco mil dinares, que corresponde a cerca de 71 dólares. Sobre o Seguro Social, os estudantes bolseiros beneficiam de um reembolso de 80 por cento de medicamentos e cuidados médicos; pagamento de passagem de ida e regresso ao país após a conclusão do curso”.

Por seu turno, o governo moçambicano oferece ao estudante, como parte complementar à sua bolsa de estudo, “uma passagem aérea de Maputo-Argélia; subsídio de instalação no valor de 500 dólares; subsídio mensal de 150 dólares pago geralmente numa periodicidade semestral; pagamento de excesso de bagagem no valor de 30 quilogramas no fim do curso” disse.

O interlocutor acrescentou que Moçambique oferece como suplemento alojamento e alimentação após o regresso para os estudantes em trânsito para as províncias do país e passagem área e excesso de bagagem para os estudantes das províncias do centro e norte.

“O Estado moçambicano apenas complementa a bolsa oferecida pela Argélia e ela ultrapassa o salário mínimo vigente naquele país (que se situa entre 15 mil a 18 mil dínares, algo aproximado a 200 USD). Os valores monetários derivados da bolsa de estudo argelina arcam com algumas despesas muito bem subsidiadas como alojamento, alimentação, transporte inscrição” clarificou.

Segundo o interlocutor, a presença dos bolseiros moçambicanos na Argélia surge ao abrigo de um Acordo Cultural de Cooperação entre aquele país e Moçambique, assinado a 12 de Dezembro de 1998, durante a quarta Sessão da Comissão Mista de Cooperação entre os dois estados.

Nesse contexto, anualmente a Argélia oferece 25 a 45 bolsas a Moçambique.

“Este acordo permitiu que centenas de jovens moçambicanos passassem por Argélia, onde foram buscar o conhecimento científico, técnico e outras experiências que constituem ferramenta inexpugnável e imprescindível para os actuais desafios de combater a pobreza em Moçambique” disse.

Actualmente, existem 183 estudantes moçambicanos bolseiros de ambos os sexos na Argélia, distribuídos em diferentes universidades daquele país da África do Norte, onde frequentarem cursos de licenciatura e/ou mestrado nas áreas de agronomia, engenharias, ciências biomédicas, ciências exactas, arquitectura, ciências económicas, contabilidade e gestão.

“Estes moçambicanos são bolseiros do governo argelino e estão submetidos às mesmas condições de bolsas de estudo dos estudantes argelinos e outros estrangeiros naquele país” frisou.

De salientar que há cerca de duas semanas, 80 jovens bolseiros moçambicanos na Argélia decidiram fazer uma greve que paralisou as actividades da embaixada de Moçambique naquele país exigindo o aumento da bolsa, fixada em 150 dólares mensais.

Por outro lado, os jovens grevistas reivindicavam a indicação da figura de adido académico para tratar dos assuntos dos cerca de 200 bolseiros moçambicanos na Argélia.
(AIM)
FTA/SG

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