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FORMADOS 180 FUZILEIROS NAVAIS EM MOÇAMBIQUE

25 de Fevereiro de 2009, 22:43

Maputo, 25 FEV (FEV) - Um total de 183 fuzileiros navais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) com a patente de grumete encerraram, hoje, o curso de especialização que teve a duração de três meses.

Os 183 saíram de um grupo de 404 instruendos que, a 13 de Outubro do ano passado, iniciaram a formação de especialização no Centro de Formação de Fuzileiros Navais da Catembe, na província de Maputo.

Duas razões fundamentais são apresentadas para a redução do número de fuzileiros formados.

De acordo com o Comandante do Centro de Formação de Fuzileiros Navais, Eusébio Salomia, alguns instruendos ficaram pelo caminho porque não suportaram os treinos por estes serem demasiado fortes, mostrando-se, deste modo, incapacitados. Outros não chegaram ao fim por razões de saúde.

“Ao longo destes meses de formação alguns ficaram pelo caminho. Só pode ser fuzileiro aquele que se entrega com o corpo e alma, porque uma vez fuzileiro, para sempre fuzileiro”, referiu Salomia.

Terminada a formação os fuzileiros serão enquadrados nas unidades da Marinha de Guerra de Moçambique, onde vão trabalhar durante dois anos. Findo este período, seguir-se-á a fase das progressões dentro das forças armadas.

Durante o período da formação, os instruendos tinham que cumprir nove tempos de instrução diária, que iniciava as cinco horas da manhã. Ao longo do dia os mesmos desenvolviam outras actividades que não eram necessariamente de treinamento militar.

Alguns fuzileiros entrevistados pela AIM disseram que este é o culminar de uma fase, que apesar de difícil 'e gratificante. Assim, estão preparados para servir a pátria que os viu nascer.

Evaristo Eduardo, de 24 anos de idade, natural de Nampula, considera que acaba de realizar um sonho de infância e que apesar das dificuldades, hoje está orgulhoso.

“Estou muito orgulhoso por ser fuzileiro naval, porque não é fácil chegar aqui e eu consegui. É preciso ter muita força e determinação para chegar ao fim, por isso tenho muito orgulho do que consegui. Agora espero cumprir os dois anos de Serviço Militar Obrigatório e servir a pátria” disse.

O acto de encerramento da formação dos 183 fuzileiros navais foi testemunhado pelo Chefe de Estado Moçambicano, Armando Guebuza, bem como por comandantes das FADM, Comandante Geral da Polícia, Jorge Khalau, alguns membros do Conselho de Ministros, bem como os familiares dos mesmos.

Na ocasião, Guebuza apelou as FADM a dignificarem Moçambique e o seu povo no cumprimento da sua missão de defesa da soberania do país, bem como durante a sua participação em missões internacionais de pacificação no mundo, e nao só.

Do grupo de 183 fuzileiros, apenas dez são mulheres, e todos são provenientes de vários cantos do país.

De referir que este é o 14/o curso de fuzileiros Navais desde a criação do Centro a 13 de Fevereiro de 1994

O primeiro curso teve lugar a 17 de Março de 1994 com a formaç`ao de 13 oficiais e 15 sargentos.

Neste momento, o centro forma anualmente uma companhia (em média cada companhia conta com 60 instruendos).
(AIM)
FTA/DT


(AIM)

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