MAPUTO, 20 FEV (AIM) - A Frelimo considera que a vitória do seu candidato, Chale Ossufo, na segunda volta das eleições para a presidência do Município de Nacala-Porto, província nortenha de Nampula, “foi limpa”.
Falando a jornalistas minutos apos do anúncio, na tarde desta Sexta-feira, dos resultados gerais da segunda volta das eleições autárquicas realizadas a 11 de Fevereiro corrente, Verónica Macamo, membro sénior do partido Frelimo, desmentiu as alegações veiculadas pelo maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, segundo as quais, o processo foi fraudulento.
“Nós ganhamos de uma forma limpa. Estamos felizes porque esta era a nossa expectativa”, afirmou Verónica Macamo.
Conseguida a vitória em todos os 43 municípios, no caso das assembleias municipais, e em 42 para a presidência municipal, a Frelimo, segundo Verónica Macamo, vai arregaçar as mangas para cumprir os seus manifestos eleitorais.
“No caso concreto de Nacala-Porto, vamos também cumprir o nosso manifesto”, sublinhou.
Sobre a fraude invocada pela Renamo para não reconhecer os resultados, Verónica Macamo desvalorizou o facto, afirmando que “a própria Renamo sabe que está a faltar a verdade”.
“Em Nacala-Porto não estiveram só a Frelimo e a Renamo. Estiveram lá muitos observadores, até os observadores locais e jornalistas. Nós estivemos lá e não vimos nenhuma manifestação de fraude”, disse, apelando ser necessário “crescer” e, se o processo decorreu bem, “deve haver coragem de reconhecer”.
RENAMO REITERA QUE NÃO RECONHECE E NEM ENTREGARA CHAVE DO MUNICÍPIO
O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, reiterou, hoje, que o seu partido não reconhece os resultados da segunda volta das eleições autarquias em Nacala-Porto, que dão vitória ao candidato da Frelimo.
Mazanga, que falava a jornalistas logo apos o anúncio dos resultados pela CNE, disse ainda que a Renamo apoia a posição do seu candidato (Manuel dos Santos), de não entregar a chave do município ao vencedor.
“A Renamo não reconhece nem os resultados e nem a próprio acto de divulgação dos mesmos”, disse Mazanga.
Ele disse que o partido está a espera da sua delegação provincial em Nampula para recorrer da decisão da CNE.
“O passo a seguir é continuar a seguir aquilo que são as escadas dentro do que foi definido pelo quadro jurídico. Queremos esgotar todas as possibilidades legais e, a partir daí, tomaremos nossa posição”, explicou Mazanga.
Sem mais detalhes, ele denunciou aquilo que considera de “lacunas” dentro da CNE e que leva a Renamo a não reconhecer também o acto de apresentação dos resultados.
(AIM)
DT/SG
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