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PUBLICADA NOTÍCIA EXPLICATIVA DA CARTA GEOLÓGICA DE MOÇAMBIQUE

08-03-2012 19:56:48


Maputo, 8 MAR (AIM) – O Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) publicou hoje, em Maputo, a notícia explicativa da carta geológica de Moçambique elaborada em 2008, na escala de 1:1 000 000, conferido mais detalhes sobre a situação geológica do país.

Trata-se de um documento de consulta, já disponível no Centro de Documentação da Direcção Nacional de Geologia, que resulta de um trabalho promovido pelo MIREM para melhorar o conhecimento sobre a infra-estrutura geológico-mineira do país.

De acordo com o director nacional de geologia, Elias Daudi, a notícia explicativa é a descrição ou interpretação de toda a informação relativa à geologia do país expressa na carta geológica, com vista a facilitar a compreensão daqueles que não conseguem interpretar os mapas na forma como são apresentados.

De salientar que a carta geológica de 2008 da escala 1:1 000 000 foi apresentada publicamente em 2009. A mesma é a compilação detalhada da informação da carta geológica a escala de 1:250 000, resultado de um mapeamento realizado entre 2002 e 2006 cobrindo todo o país.

Segundo Daudi, a carta geológica elaborada em 2008 traz novos elementos como codificação internacional actualizada das unidades geológicas, incluindo a sua nomenclatura e novas unidades geológicas, tendo a sua compilação sido elaborada com o recurso a novas tecnologias.

“Esta carta dá uma informação geral sobre a situação geológica do país. Com a notícia explicativa, o geólogo, geocientista e investidor poderá conhecer a situação geral do país. Através desta carta poderá ter uma ideia do tipo de recursos existentes em Moçambique e que podem ser utilizadas para diversos fins. Não só para fins mineiros mas para ordenamento territorial e outros” frisou.

Apesar desta carta e a sua notícia explicativa serem consideradas completas em termos de informação geológica, a mesma não apresenta detalhes sobre os jazigos existentes no país.

Nesse contexto, está em produção de um novo livro sobre a geologia e recursos minerais em Moçambique, onde será apresentada informação sobre que recursos o país possui, previsão do que é possível encontrar no país em termos de potencialidades em cada região do país, tendo em conta a situação geológica de cada região.

Entretanto, o livro não poderá apresentar a informação sobre as quantidades, porque o estudo detalhado das quantidades de determinado recurso é feito por empresas privadas devidamente licenciadas para o efeito.

De salientar que em 2004 o MIREM produziu e publicou a primeira edição do livro sobre geologia e recursos minerais em Moçambique.

“A carta explicativa apresenta apenas informação detalhada deste mapa geológico, mas já não apresenta informação detalhada sobre os jazigos existentes no país. Por isso achamos que é um desafio compilar um livro sobre geologia e recursos minerais no país que poderá complementar a informação da notícia explicativa” frisou.

A notícia explicativa foi elaborada na vizinha África do Sul por uma equipa composta por dois moçambicanos e sul-africanos, mas baseada na carta feita por moçambicanos em 2008. O custo da carta e do mapa esta avaliado em 359 mil euros.

De salientar que a elaboração de cartas geológicas e o mapeamento dos recursos minerais em Moçambique data de há muitos séculos, e tem por objectivo melhorar a informação geológica dos recursos minerais existentes, de modo a facilitar as pessoas interessadas em investir neste sector no país.

A primeira inventariação/mapeamento de minerais radioactivos, grafite, ouro, ferro e bauxite ocorreu em 1948 nas províncias de Manica e Tete, na zona centro do país.

Entre 1949 e 1956 foi publicado o primeiro esboço geológico de Moçambique na escala 1:2 000 000. Em 1987 foi feito o primeiro mapa geológico de Moçambique na escala 1:1 000 000.

Nos anos 2000-2006 houve uma actualização da informação geológica de todo o país através do mapeamento geológico.

As três Cartas Geológicas têm um grande interesse para vários sectores, uma vez que fornecem informação actualizada, reduzindo os riscos dos investidores na prospecção e exploração de recursos minerais.

Por outro lado, estas cartas servem como um indicador para a escolha de locais para implantação de grandes obras de engenharia, montagem de sistemas de abastecimento de água, para além de servirem para estudos de planeamento urbano e zonas de reassentamento, zonas de risco sísmico, entre outras.
(AIM)
FTA/SG

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