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PARLAMENTO ENCORAJA DIÁLOGO ENTRE MAPUTO – SUL E VENDEDORES DE NWAKAKANA

15-11-2017 00:45:30


Maputo, 14 Nov (AIM) - A Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República, o parlamento moçambicano, apelou hoje à empresa Maputo-Sul para prosseguir o diálogo com os vendedores do mercado 16 de Junho, vulgo Nwakakana, que paralisaram parte das obras da ponte Maputo - Katembe.

O objectivo é encontrar uma solução justa para a conclusão da ponte Maputo – Katembe, cujas obras estão paralisadas há sensivelmente cinco meses do lado do mercado Nwakakana, na capital moçambicana, Maputo.

O apelo foi feito durante a audição parlamentar que a comissão manteve com o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Maputo-Sul, Silva Magaia, com a finalidade de colher informações sobre os progressos da obra e os constrangimentos encontrados no reassentamento.

Francisco Mucanheia, Presidente da comissão parlamentar, disse ser necessário encontrar um ponto de equilibro entre o que diverge a Empresa Maputo-Sul e os vendedores de Nwakakana para que o projecto da ponte, na baia de Maputo, avance.

“É preciso sensibilizar as pessoas para a consciência patriótica, uma vez que a conclusão da obra contribuirá para o desenvolvimento económico do país e conferirá um prestígio a Moçambique a nível internacional”, disse Mucanheia.

Segundo a fonte, a comissão parlamentar está aberta para ajudar a ultrapassar o problema.

“Nesta obra já foram vencidos vários obstáculos inerentes a indemnizações e respectivos reassentamentos. Cremos que este também será vencido com o diálogo”, sublinhou.

Por sua vez, o PCA da Maputo-Sul informou que as obras, no seu todo, estão a 85 por cento de execução, tendo sido paralisadas na parte norte da ponte Maputo-Katembe, por causa das divergências com vendedores do mercado 16 de Junho.

“As negociações vinham correndo a bom ritmo e se tinha alcançado alguns consensos. Contudo na última quinta-feira a comissão dos vendedores fez um recuo que deita todos os consensos abaixo”, disse Silva Magaia.

Ele disse que os vendedores em causa exigem, agora, avultadas somas como forma de ressarci-los pelas bancas e barracas montadas no local do traçado da ponte, com valores que variam entre 150 mil meticais (o dólar americano equivale a cerca de 60 meticais) para bancas precárias e 300 mil meticais para barracas.

Magaia explicou que a empresa não possui tais montantes, para além de que contrariam a lei que regula o reassentamento.

Os vendedores recusam, ainda, receber novas bancas construídas a propósito.

Questionado sobre os passos subsequentes perante os factos que comprometem o cumprimento dos prazos da conclusão e entrega da obra ao Estado moçambicano, a fonte assegurou que a Maputo-Sul vai se esforçar para que o diálogo com os vendedores retome e se encontre uma saída airosa para ambas partes.
(AIM)
Alfredo Júnior (colaboração) /mz

(AIM)

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