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CONFISSÕES RELIGIOSAS ENCORAJADAS A PROMOVER TOLERÂNCIA

12-10-2017 21:12:14


Nampula, 12 Out (AIM) – O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, encorajou as confissões religiosas, a sociedade civil e os órgãos de comunicação social a continuarem a desenvolver acções que concorram para a reconciliação, respeito mútuo, concórdia e a tolerância na nação moçambicana.

Discursando hoje, na cidade de Nampula, Norte de Moçambique, na abertura da IV Conferencia Nacional Religiosa, o Primeiro-Ministro disse que a observância destes valores permite a edificação, fortalecimento e estabilização da sociedade moçambicana.

Perante cerca de 700 participantes, entre governantes, líderes religiosos, sociedade civil e vátios convidados, Carlos do Rosário sublinhou que a diversidade politica, racial, linguística, cultural, étnico-religiosa deve constituir elemento de união e não factor de divisão entre os moçambicanos.

“É neste contexto que as confissões religiosas e as organizações da sociedade civil são desafiadas a assumir um papel cada vez mais activo na prossecução da agenda nacional, sobretudo no que se refere ao alcance da Paz definitiva e na criação de condições para o bem-estar da população”, afirmou.

Reiterando a condenação e repúdio ao assassinato em pleno 04 de Outubro, dia da paz, do edil de Nampula, Mahamudo Amurane, o Primeiro – Ministro disse que os objectivos da Conferência Nacional Religiosa enquadram-se numa das prioridades da governação: a preservação da Paz.

Acrescentou que a paz vai para além do calar das armas. “Ela significa viver em harmonia, respeitar e amar o próximo, ainda que isso não signifique comungar das mesmas opiniões”.

“Só com a paz efectiva poderemos consolidar a unidade nacional, garantir a soberania, acelerar o desenvolvimento económico e social do nosso País e, desse modo, melhorar continuamente as condições de vida da população”, sublinhou.

Garantiu aos participantes da reunião, de um dia, que, para o governo liderado pelo Presidente Filipe Nyusi, o processo da paz em curso é irreversível e continuará de forma gradual, e que as negociações entre as comissões de trabalho do Governo e da Renamo, no âmbito do diálogo entre o Chefe do Estado e o líder da Renamo com vista ao alcance da Paz definitiva poderão ter um desfecho até finais deste ano.

No encontro, cujo lema é “Consolidando o Ambiente de Paz em Moçambique”, o Primeiro-Ministro disse estar convicto de que “o diálogo é o único caminho para superarmos as nossas diferenças e um mecanismo através do qual podemos unir esforços na construção de uma nação próspera e inclusiva”.

“Os resultados do diálogo para o alcance da paz definitiva e duradoura já são visíveis no nosso País, com destaque para a livre circulação de pessoas e bens, bem como o aumento dos níveis de produção, particularmente, na agricultura”, acrescentou.

A anteceder o discurso do Primeiro-Ministro usaram da palavra o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande, o governador da província de Nampula, Victor Borges, e a vereadora para área institucional do município de Nampula, Maria Moreno, na qualidade de representante do Conselho Municipal local.

“Este encontro realiza-se num momento em que mais do que nunca precisamos de paz. Estamos de luto. Mas é nosso desejo que os trabalhos da conferência sejam profícuos”, disse Maria Moreno.

Temas como caminhos para a consolidação do ambiente de paz em Moçambique; o papel das confissões religiosas na construção de uma sociedade sã; contribuições da média na consolidação do ambiente de paz; a intolerância religiosa, são alguns dos grandes atractivos da IV conferência nacional religiosa.
(AIM)
mz/dt


(AIM)

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