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MEMBROS DO GIIBS CAPACITADOS EM MATÉRIAS DE BIOSSEGURANÇA

12-10-2017 18:43:50


Maputo, 12 Out (AIM) - Cerca de 40 membros do Grupo Inter-Institucional de Biossegurança (GIIBS) vão ser capacitados pela Rede Africana de especialistas de Biossegurança( ABNE) em matéria de comunicação em biossegurança a partir de hoje em Maputo, capital moçambicana.

A formação, com uma duração de dois dias, visa dotar os membros GIIBS de conhecimentos sobre estratégias de comunicação em biossegurança relativas a gestão de organismos geneticamente modificados nos sectores de Investigação Científica, Sector Empresarial, Associação de Camponeses, Micro-importadoras e Associações dos consumidores.

A biotecnologia é uma técnica com potencial para contribuir para a melhoria da agricultura através do controle de pragas e doenças aumentando, desta forma, a produção e produtividade, bem como contribuir para a preservação e melhoria da qualidade do meio ambiente.

‘’Espera-se que a presente capacitação contribua na sensibilização das partes interessadas e na divulgação do regulamento de biossegurança, acções bastante importantes para garantir a monitoria e gestão de possíveis riscos desta tecnologia’’, disse Leda Hugo, vice-ministra da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior Técnico Profissional.

Explicou que a biotecnologia e biossegurança são temas controversos, e através da formação espera-se que os membros do GIBS fiquem melhor habilitados para dar a conhecer ao público moçambicano sobre as acções em curso na área de biotecnologia e biossegurança no país.

‘’Com a capacitação serão conhecidos os mecanismos que assegurem a participação pública na tomada de decisões sobre o uso de organismos vivos modificados e será melhorada a visibilidade do regulador’’, salientou.

Por sua vez, Silas Obukosia, representante da Rede Africana de Especialistas de Biossegurança, explicou que a missão da ABNE é capacitar as organizações africanas em matérias de biossegurança como também procurar perceber como a biotecnologia pode ser utilizada para impulsionar o desenvolvimento económico de África.

“Esta matéria de biotecnologia vem também com questões de biossegurança, daí a necessidade do estabelecimento de a Agência Africana de Especialistas de Biossegurança apoiar os países em componentes relacionadas a estas temáticas. África tem capacidade para trabalhar com essas tecnologias, mas é necessário que haja uma capacitação baseada na ciência”, concluiu.

A iniciativa parte dos cinco pilares previstos no memorando de entendimento assinado entre a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África e a ABNE em Julho do ano corrente, que tem objectivo geral a criação de capacidade técnica funcional do GIIBS na implementação das suas actividades, através da capacitação de membros.
(AIM)
MM (Marlene Matine) /sg


(AIM)

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