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PROFESSOR DEVE DISTANCIAR-SE DA CORRUPÇÃO: NYUSI

12-10-2017 17:33:33


Maputo, 12 OUT (AIM) - O Presidente da República, Filipe Nyusi, insta os professores a distanciarem-se de qualquer prática de corrupção, que mina a sua posição na sociedade, contribuindo para o retrocesso do desenvolvimento do país.

O Chefe do Estado moçambicano falava hoje, em Maputo, com membros da Organização Nacional dos Professores (ONP) que foram saudá-lo na Presidência da República, no âmbito das comemorações do Dia do Professor que se celebra hoje em Moçambique.

“O professor deve influenciar no ambiente em que vive e na sociedade. O papel não se resume apenas na sala de aulas. Não se valoriza um corrupto que vende notas e certificados e faz cobranças de matrículas. Até costumam dar-vos nomes, como professor matrículas ou exame”.

Segundo Nyusi, esse tipo de prática leva a sociedade a menosprezar o professor. Por isso, sublinhou Nyusi, a classe deve evitar o máximo possível este tipo de prática.

O estadista moçambicanoele instou os docentes a pautarem pelo diálogo sempre que se debaterem com um problema durante a sua actividade laboral, distanciando-se de manifestações que prejudicam os alunos.

“Há algumas zonas que os professores vivem de impaciência e intolerância. Em caso de não receberem as horas extras, a solução não é abandonar as actividades. Não é abandonar a sala, nem é para abandonar o aluno porque não foram pagas horas extras, apesar de ter recebido o salário”, comentou.

Nyusi disse que o seu governo está atento a todos os problemas que os professores enfrentam, com maior enfoque para a falta de pagamento das horas extras, sublinhando que faz parte do executivo solucioná-los.

Uma das tónicas do discurso do Presidente da República incidiu sobre a formação dos gestores das escolas.

“É preciso que os gestores sejam capacitados para gerir as escolas. Há muitos jovens nas escolas, aproveitem-nos para essa função também”, disse.

“Temos a consciência dos desafios que o Professor Moçambicano enfrenta no exercício das suas actividades. Referimo-nos às condições de trabalho, salariais e da sua própria especialização. São desafios que não são só do Professor, mas de toda a sociedade porque sabemos que um professor motivado e patriota é a chave dos sucessos na frente de formação do Homem Novo imbuído de valores ético-morais e de competências”, lê-se numa mensagem da Presidência da República recebida pela AIM por ocasião da efémeride.

Por seu turno, o representante da ONP, Francisco Nogueira, apresentou os problemas que a classe enfrenta em Moçambique, apelando a resolução dos mesmos.

“Os professores recebem salários mínimos que não estão à altura de desafiar o actual custo de vida. Pagar salários justos aos professores deve ser visto como um investimento público”, disse.

Ele acrescentou que “nós sentimos e vivemos o dia-a-dia que alguns processos sobre a nossa vida profissional não estão a ser tramitados com a celeridade devida.”

“Ainda não se visualizam soluções, a curto prazo, e consistentes dos problemas que enfrentamos como salários jutsos, condições de trabalho, falta de celeridade de autos administrativos. Assistimos professores que percorrem distâncias longas para levantar salários, falta de subsídio de adaptação”, anotou.

(AIM)
ht/sn

(AIM)

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