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NYUSI RECONHECE QUE OBSTÁCULOS PODEM RETRAIR DESENVOLVIMENTO DO TURISMO

12-10-2017 17:22:09


Maputo, 12 Out (AIM) – O Presidente da República, Filipe Nyusi, reconheceu hoje que o desenvolvimento de um turismo sustentável em Moçambique está minado por vários obstáculos críticos que, se não forem tomadas medidas urgentes, poderão retrair o reflorescimento da actividade no país.

O estadista apontou como alguns desses obstáculos a deficiência das vias de acesso, a falta de energia eléctrica de qualidade e água potável nalguns pólos turísticos, a exiguidade de guias turísticos devidamente preparados e a falta de cordialidade no atendimento aos turistas.

O Chefe de Estado falava na abertura oficial da Feira Internacional de Turismo de Moçambique, denominada FIKANI, que em Maputo, a capital do país, até domingo, sob lema “Turismo sustentável como um dos pilares do desenvolvimento de Moçambique”.

“Estes são os desafios a serem ultrapassados. Além destes factores, queremos incluir, na lista dos desafios, o combate cerrado à corrupção e o excesso de burocracia”, disse Nyusi, assegurando que o seu executivo já está a trabalhar para resolver o problema.

FIKANI é um evento que junta, num só espaço, mais de 145 expositores nacionais e internacionais, exibindo os mais variados recursos para um turismo memorável e seguro e a maior montra de exposição de produtos e potencialidades turísticas, onde o público tem a oportunidade de visualizar a beleza e o recanto de Moçambique, conhecendo, assim, os destinos e serviços existentes para um turismo sustentável.

A Feira do turismo é também uma oportunidade para os operadores turísticos encontrarem novos clientes e estabelecerem novas parcerias e promoverem a troca de experiências.

Este evento é organizado num país que possui um potencial turístico rico e diversificado, mas cuja actividade encontra-se ainda adormecida.

Assim, olha-se para FIKANI como uma oportunidade para alavancar o desenvolvimento da actividade turística de forma mais vigorosa para o desenvolvimento sustentável do país.

Apesar dos obstáculos ora citados pelo estadista, o sector do turismo tem vindo a desenvolver um papel cada vez mais importante na diversificação da economia moçambicana, fruto do crescente investimento realizado nos últimos anos.

Dados apresentados pelo Presidente moçambicano apontam que, em resultado desses investimentos e apesar de o país ainda estar relativamente longe da meta (quatro milhões de chegadas até 2025), foi possível atrair cerca de 1,7 milhão de turistas em 2016.

Os mesmos dados indicam que o sector movimenta mais de 60 mil trabalhadores em empregos directos, indirectos e induzidos.

“Estes dados adensam a nossa convicção de que o sector do turismo continuará a ser um dos que muito oferecem emprego convencional”, vincou Nyusi.

Para o efeito, o mais alto magistrado da nação assegurou que o governo orientou os seus esforços para maximizar as potencialidades que o turismo oferece para gerar riqueza em benefício do povo moçambicano.

Nyusi explicou que foi nesta senda que o governo aprovou, no presente ano, a Estratégia de Marketing Turístico, que incorpora mecanismos para a promoção do turismo doméstico como uma das recomendações constantes do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo 2016/25.

A FIKANI é promovida pelo Mozambique Adviser, um operador turístico especializado na elaboração de pacotes turísticos e gestão de eventos e que se destaca no mercado pela sua permanente procura inovadora e moderna para a oferta turística dos destinos domésticos no país.

O evento de hoje serviu também para lançar, através do Mozambique Adviser, o projecto TIYENDE Mocambique, que significa nas línguas locais “vamos, Moçambique”.

TIYENDE é um conjunto de pacotes de promoção do turismo doméstico, com maior enfoque para os cinco destinos turísticos considerados de desenvolvimento prioritário na Estratégia Nacional de Turismo no país, nomeadamente Grande Maputo, agregando a cidade de Maputo; Inhambane (inclui Vilankulo e Bazaruto); Chimoio e Beira (conteplando o Parque nacional da Gorongosa e a zona turística de Chimanimani); triângulo do Norte, com destaque para as cidades de Nampula, Nacala e Pemba; e o destino Lago Niassa.

Segundo explicou o representante do Mozambique Adviser, João das Neves, o projecto TIYENDE visa, entre outros aspectos, contribuir com o seu “know-how” para iniciar o processo de desenvolvimento do turismo doméstico em Moçambique.

Participam na Feira 126 stands de exposição, com destaque para hotelaria, companhias aéreas, agências de viagens, gastronomia, artesanato, entre outros produtos e serviços.

África do Sul, Suazilândia, Nigéria e Gana são alguns dos países que participam no FIKANI 2017.
(AIM)
Anacleto Mercedes (ALM)/DT

(AIM)

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