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MINISTRA DESAFIA EDM A EXPANDIR FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉCTRICA

19-06-2017 18:25:13


Maputo, 19 Jun (AIM) – A Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, defende que o Plano Director da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) deverá tomar em consideração a necessidade de garantir a capacidade de evacuação de energia dos centros de produção aos de consumo, incentivando o investimento público e privado nos projectos de geração.

Para o efeito, o desenvolvimento da rede eléctrica deve contemplar também a interligação com os países da região, permitindo a exportação de excedentes.

A titular da pasta de energia lançou o desafio hoje na abertura do II Seminário sobre o Plano Director Integrado de Energia (2018/43) que junta em Maputo todas as partes interessadas no processo do desenvolvimento do ramo de energia para informar sobre os progressos e, desta feita, avançar para o trabalho subsequente.

“O Plano Director integrado de energia deverá permitir que a vastidão de recursos energéticos de que Moçambique dispõe e que inclui o elevado potencial hidroeléctrico e as largas reservas de carvão, gás natural e energias renováveis, possam tornar o país num produtor de energia de referência na região e no mundo, com benefícios tangíveis para os cidadãos”, disse a fonte.

A semelhança da política e a estratégia de energia em fase de actualização, o Plano Director integrado de energia deve, segundo Klemens, tomar, na sua concepção, em conta o aumento do acesso à energia do país; contribuição da energia para impulsionar a industrialização e a contribuição do sector no aumento das exportações conduzindo ao equilíbrio da balança de pagamentos.

O Plano Director, segundo a fonte, também deve providenciar uma informação elucidativa sobre os aspectos financeiros da sua implementação, por forma a facilitar a condução do processo de mobilização de financiamentos, bem como a tomada de decisão por parte dos parceiros de cooperação no sector de energia.

A fonte disse igualmente que o plano director deve ser um instrumento catalisador da participação do sector privado na geração de energia, através da identificação e priorização de projectos, incluindo a definição dos termos e condições para os produtores independentes.

Apar dos aspectos técnicos-económicos já referidos, o Plano Director deve dar a devida atenção à questão de formação e capacitação institucional, dado o papel fulcral dos recursos humanos no sucesso da sua implementação que, segundo a ministra, deve ser abrangente às instituições envolvidas.

O encontro de revistação do Plano Director, depois do encontro havido em Abril, contou com a participação diversas individualidades entre representantes da EDM, governo, sociedade civil, academia, parceiros de cooperação, entre outros.
(AIM)
LE/SG


(AIM)

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