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MOÇAMBIQUE/MISAU ALERTA PARA PROPAGAÇÃO DA CÓLERA NO P

14-03-2017 17:58:49


Maputo, 14 Mar (AIM) – O Ministério da Saúde (MISAU) alerta que o país inteiro está em risco de contaminação pela epidemia da cólera, pelo que apela aos moçambicanos a adoptarem melhores hábitos de higiene colectiva e individual para impedir a propagação da doença.

Neste momento, pelo menos quatro províncias estão afectadas pelo surto da cólera, facto que leva ao governo moçambicano a concluir que a doença poderá, cedo ou tarde, atingir outros pontos do país.

A Cidade e província de Maputo (Sul), Tete (Centro) e Nampula (Norte) são as províncias que já estão a registar casos de cólera.

“A população deve se prevenir da doença. Não é bom sermos um país com cólera. É necessário que todos, juntos, façamos algo para que possamos travar esta doença. As doenças saem da comunidade. Quem produz as doenças é a comunidade. O risco é maior para todo o país. A qualquer momento, qualquer província pode vir a ter a epidemia”, alertou Maria Matsinhe, directora nacional adjunta da Saúde Pública.

Matsinhe falava hoje, em Maputo, no actual briefing à imprensa sobre a situação epidemiológica no país desde o início do ano.

O MISAU assume não estar a conseguir parar a doença, desde que a epidemia eclodiu, pelo que pede a intervenção de todos nesta luta.

Na Cidade e província de Maputo, a epidemia eclodiu há 63 e 45 dias, respectivamente, tendo registado centenas de casos. Tete começou a registar casos de cólera há cinco dias, mas já notificou mais de 300 casos.

“Preocupa-nos o facto de não estarmos a conseguir parar a transmissão da doença, desde que a epidemia eclodiu. Já houve registo de dois óbitos. Continuamos a realizar todas as actividades de sensibilização para a população em todas as províncias com epidemia, mas também em outras províncias ainda não afectadas”, disse.

O MISAU tem estado a distribuir a “Certeza para o tratamento da água, considerando que o consumo da água imprópria é uma das principais causas da doença.

O sector da saúde tem estado também a educar a população para medidas de higiene, relacionadas com os alimentos, mostrando às comunidades a importância de lavar os alimentos antes de os consumirem e sempre que necessário.

O governo tem feito este trabalho com o apoio de diferentes parceiros socias, no sentido de melhorarem a higiene nos locais onde há maior proveniência de casos, através de limpeza dos bairros, remoção do lixo e eliminação de locais onde possa haver contaminação da água de consumo.

Contudo, de forma geral, as diarreias têm mostrado uma certa redução, se se olhar para o mesmo período dos dois anos.

Em 2017, foram registados 142.814 casos, que resultaram em 45 óbitos, contra 176.446 casos notificados em 2016, e que resultaram em 66 óbitos.

“Sobre a malária, Matsinhe revelou que os casos desta doença aumentaram em 11 por cento, comparativamente ao igual período de 2016.

Em 2017, foram notificados 1.483.121 casos e 288 óbitos, contra 1.340.104 casos e 234 óbitos do igual período do ano passado.

As províncias cujos casos estão a aumentar são Gaza, Inhambane (ambas no Sul), Manica, Sofala e Tete, no Centro do país.

“Estamos neste momento a fazer a distribuição massiva de redes mosquiteiras, numa campanha em que iremos cobrir todo o país. Mas, em paralelo, também vamos realizando todas aquelas actividades já conhecidas pela população, entre as quais a educação para o uso de repelentes, eliminação de charcos à volta das suas residências, para reduzirmos o número de mosquitos causadores da malária”, informou.
(AIM)
Anacleto Mercedes (ALM)/DT

(AIM)

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