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PRESIDÊNCIA RUSSA NEGA INFORMAÇÕES DOS SERVIÇOS SECRETOS DOS EUA

11-01-2017 16:07:22


Moscovo, Rússia, 11 Jan (AIM)- A Presidência russa, o Kremlin, tal como Donald Trump, já negou as informações contidas no relatório dos serviços secretos norte-americanos que levanta a suspeita de os russos terem dados comprometedores sobre o Presidente eleito dos EUA.

Moscovo classificou como “um total disparate” o referido relatório dos serviços secretos norte-americanos.

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov afirmou aos jornalistas, numa conferência de imprensa, que o relatório é falso e que foi pensado para arruinar as futuras relações entre os Estados Unidos e a Rússia, que estão no seu nível mais baixo desde a Guerra Fria.

'É uma tentativa de danificar as nossas relações bilaterais, é tudo ficção', afirmou Dmitry Peskov, citado pela agência noticiosa Reuters.

O ponto de partida foi dado pela CNN ao noticiar, na terça-feira à noite, que os serviços secretos dos Estados Unidos tinham entregue a Donald Trump e a Barack Obama um relatório que denunciava que a Rússia teria informações comprometedoras sobre o Presidente eleito dos EUA. O relatório terá sido cedido ao FBI (Bureau de Informação Federal) pelo senador norte-americano John McCain, avança o Guardian. A polémica surge dez dias antes da tomada de posse de Donald Trump.

As informações alegadamente comprometedoras constavam num anexo do relatório apresentado que dava conta da ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas do passado mês de Novembro. John McCain, que foi informado separadamente da existência destes documentos, entregou-os ao director do FBI, James Comey, ainda em Dezembro, escreve o Guardian. Contudo, só na semana passada o FBI se reuniu com Obama e Trump.

A CNN deu a notícia da existência deste anexo do relatório, mas não divulgou o seu conteúdo – assim como outros meios de comunicação americanos – alegando que continha informação que não era possível de ser confirmada, nem pelo próprio FBI. Contudo, o site noticioso BuzzFeed publicou o relatório na íntegra, gerando uma enorme discussão nos EUA.

Estas informações pessoais e comprometedoras sobre Trump teriam sido compiladas por um antigo espião britânico que cooperava com as agências norte-americanas. Os serviços secretos dos EUA decidiram incluir estas informações num anexo para alertar Trump quanto aos riscos de uma possível divulgação desses dados por parte da Rússia.

Desse relatório constam informações datadas de 2013, quando Trump esteve em Moscovo para apresentar o concurso Miss Universo ou até informações de que Carter Page, ex-conselheiro de Donald Trump, tinha sido informado em Julho por um funcionário dos assuntos internos russos de que Moscovo tinha material comprometedor sobre o republicano.

Donald Trump reagiu à polémica, mais uma vez, através de uma publicação no Twitter, considerando que se trata de 'notícias falsas' e de uma 'total caça às bruxas política'.
(AIM)
DM
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